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Investidor Iniciante

Veja como você pode diminuir os riscos em investimentos!

Por Rodrigo Santos
12 março 2019 - 14:42 | Atualizado em 13 novembro 2020 - 11:38
fundos de renda fixa

A preocupação com os riscos em investimentos é muito comum e recorrente. Basicamente, todo investidor quer saber quais são as chances de uma aplicação dar errado. Independentemente disso, proteger seu capital é fundamental, sem contar com a sorte ou com uma série de fatores que podem resultar na perda de dinheiro.

Para minimizar esses riscos, é preciso, primeiro, conhecê-los detalhadamente. A partir de então, o investidor estará pronto para determinar e colocar em prática os melhores hábitos possíveis.

Este post vai mostrar mais sobre como esses riscos podem aparecer, em quais ocasiões e como é possível se proteger deles. Confira!

Entenda melhor sobre as diferentes categorias de riscos

Muito se debate sobre os riscos em investimentos diversos. Naturalmente, cada categoria de aplicação tem a sua exposição maior às perdas ou a possíveis desempenhos abaixo do esperado. Todo investimento tem riscos, então, é preciso entender isso para, posteriormente, preparar-se para agir em diferentes situações.

O que separa os perfis de investidores é justamente a disposição ao risco da perda de capital. Quem busca os maiores rendimentos precisa estar pronto para chances maiores de perda. A partir de então, mercados mais complexos, como o de renda variável, podem ser explorados com a consciência de que algo pode dar errado.

Dessa forma, toda a alocação do seu patrimônio e o percentual do seu dinheiro que você vai utilizar em renda variável e em renda fixa vão variar de acordo com o seu perfil de risco. Alguns investidores, por exemplo, sentem-se confortáveis em ter 100% do seu patrimônio aplicado em renda variável, sendo ele subdividido em diversas classes de ativo, como ações brasileiras, ações americanas, fundos imobiliários, opções de ações, entre outros.

Cabe ressaltar ainda que todos os investimentos têm algum risco, mesmo que ele seja baixo ou raro de acontecer, até os títulos públicos do tesouro direto têm o risco de não serem pagos se o Brasil decidir não “honrar” sua dívida.

Existem diferentes fatores que podem resultar na perda de capital ou no desempenho do rendimento abaixo do esperado. Mais especificamente, há as categorias principais de riscos: de crédito, operacional, de liquidez, de mercado e legal.

Risco de crédito

O risco de crédito está relacionado ao pagamento dos rendimentos pela parte devida. Sempre há a possibilidade de, por algum motivo, o que é de direito não ser recebido. Se o banco quebra, naturalmente, ele não pagará seus títulos. O mesmo acontece com as debêntures, se as empresas têm problemas.

Risco operacional

Apesar de serem reduzidos, os riscos operacionais também existem ao lidar com investimentos. São falhas, de maneira geral, com toda a condução do processo de aplicação, seja no direcionamento do dinheiro, seja na custódia. Assim, representam erros que podem ser tanto humanos quanto de sistemas, por exemplo.

Risco de liquidez

Um ponto importante dos rendimentos é a comercialização dos ativos que você obtém. Nem sempre será possível convertê-los em dinheiro rapidamente, e isso gera um problema de liquidez. Se você não encontra compradores ou demora a consegui-los, seu dinheiro fica preso. É preciso avaliar esse risco previamente!

Risco de mercado

O mercado financeiro vive de oscilações, justamente o que proporciona bons ganhos a determinadas aplicações. No entanto, essa variação também pode agir contra o investidor. Se o mercado não se comporta conforme o esperado, haverá a perda de dinheiro por conta de uma queda nos preços dos ativos.

Risco legal

Como o nome diz, quando de ordem legal, os riscos em investimentos estão ligados a alguma violação em relação ao que deve ser cumprido. Possíveis falhas no contrato da emissora dos títulos e ativos, por exemplo, podem impedir que o investidor tenha seu rendimento. As condições precisam ter respaldo jurídico.

Veja como se proteger dos riscos em investimentos

Lidar com os riscos em investimentos é fundamental para ter um bom desempenho nas aplicações. Não há como fugir das possibilidades de perdas. Elas sempre estarão ali, e o que separa o investidor do sucesso é a gestão dessas situações. A seguir, veja algumas práticas que ajudam a gerenciar os riscos.

Identifique e analise os riscos

O primeiro passo é saber exatamente quais são todos os riscos que uma aplicação envolve. Essa identificação permite ter uma perspectiva mais realista para tudo que pode acontecer. Dessa forma, qualquer perda que surgir não será recebida com surpresa ou pegará o investidor desprevenido, o que já faz bastante diferença.

A análise mais profunda dessas chances de perda também se faz necessária. Essa é a melhor maneira de entender o tamanho do impacto dos possíveis riscos na situação financeira do investidor. Essa visão detalhada é um nível de preparação a mais e que pode ser de grande ajuda.

Não invista sem ter um planejamento

Sempre se planeje e entenda seu perfil de investimento, dessa forma, você não vai correr riscos maiores do que deveria e terá um percentual adequado de cada classe de ativo no seu portfólio. Portanto, é muito importante que você defina uma porcentagem da sua carteira, independentemente do seu patrimônio, para ter de ações, fundos imobiliários, renda fixa e outras classes de ativos.

Dessa forma, ao longo do tempo, você pode realizar o balanceamento da sua carteira, caso algum desses suba ou caia de maneira exagerada. De acordo com seus estudos, você também pode mudar o seu perfil de risco à medida que vai ganhando mais experiência no mercado.

Contudo, saiba que você deve ter pelo menos um plano base para seguir, pois, dessa forma, não precisará se preocupar tanto e vai saber onde alocar o seu dinheiro e qual a estratégia que naquele momento faz sentido para sua carteira de investimentos.

Pense no longo prazo

Saiba que mesmo se o seu patrimônio estiver com uma baixa rentabilidade ou com uma rentabilidade até negativa, você deve sempre pensar em investir no longo prazo, pois nem sempre uma ação dá um bom retorno todo ano. Dessa forma, o ideal é que você consiga ter paciência com o mercado e saiba identificar as suas oportunidades ao longo do tempo.

Além disso, é essencial que você acompanhe as empresas, os fundos imobiliários e demais ativos que estiverem na sua carteira para saber se a sua tese de investimentos continua intacta e como está a variação dos resultados de indicadores contábeis, como lucro, margem líquida, entre outros.

Não utilize só uma estratégia

Saiba que, em cada momento do mercado, você pode utilizar diferentes estratégias. Identificar esse aspecto é crucial para que você consiga saber qual o melhor momento de estar mais exposto em renda variável e qual o momento de manter mais dinheiro em caixa, pois os indicadores não estão favoráveis a uma subida nos preços das ações.

Dessa forma, o ideal é que você conheça diversas metodologias e sempre estude bastante o mercado para saber se expor da melhor forma naquele determinado período de tempo e consiga se manter investidor e ter um bom retorno de maneira consistente.

Conheça seu perfil de investidor

Você prefere se arriscar mais e ter ganhos maiores ou ter um rendimento menor, mas, em compensação, contar com aplicações seguras? A sua inclinação à exposição ao risco é o que vai definir o seu perfil de investidor. Naturalmente, essa postura vai direcionar a maneira como você lida com títulos e ativos do mercado.

Você precisa realizar essa análise do seu perfil antes mesmo de começar a investir. O resultado vai mostrar para quais investimentos você está preparado a princípio, justamente de acordo com a sua predisposição a perder em nome dos rendimentos. Após isso, fica mais fácil escolher as aplicações, estando pronto para os riscos envolvidos.

Saiba como responder às situações

Tão importante quanto detectar e analisar os riscos em investimentos é saber como reagir a eles. Quando algo der errado, o investidor precisa ter um plano de contenção dos possíveis prejuízos ou da situação adversa na qual se encontrará. Essa é a principal maneira de reduzir perdas e minimizá-las emergencialmente.

Reservas financeiras podem ser uma saída importante. Ter dinheiro em caixa faz com que, ao menos, o investidor não tenha prejuízos. É preciso pensar também por quanto tempo e em quais proporções esses valores serão cobertos. Esse é um trabalho prévio que não pode ser ignorado, já que perdas acontecem a qualquer momento.

Diversifique a carteira

Direcionar todos os seus recursos a poucos investimentos não é uma ideia muito boa. Primeiramente, é fundamental ter diversas possibilidades de rendimentos, e isso vem com uma carteira ampla e diversificada. É essencial variar, por exemplo, entre títulos de renda fixa e ativos de empresas privadas, com diferentes ganhos.

Essa diversificação também garante que, em casos de perdas em investimentos específicos, você continue tendo outras fontes de rendimento. Se você depositar tudo em uma categoria apenas e ela passar por adversidades, todo o seu capital estará sob risco de perdas. Isso pode gerar prejuízos enormes e sérios problemas financeiros.

Detectar e saber lidar com os riscos em investimentos é um trabalho indispensável aos investidores. A exposição, quando conhecida a fundo, pode ser controlada com maior eficiência e com um bom trabalho de controle de perdas, realizando sempre o manejo de risco da carteira alinhado com o balanceamento dos ativos.

Gostou deste conteúdo? Agora, aprenda sobre 5 investimentos de baixo risco em que você pode aportar o seu dinheiro sem ter medo.




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