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Investidor Moderado

Mercado primário e secundário: você conhece as diferenças?

Por Leonardo Reis
16 setembro 2020 - 18:48 | Atualizado em 16 setembro 2020 - 18:50

Como todo ramo do conhecimento, o mercado financeiro tem seu vocabulário próprio e conhecer esses termos é fundamental para quem pretende investir. Dessa forma, é possível tomar decisões conscientes para depois colher os resultados primários.

Pensando nisso, elaboramos este artigo no qual vamos explicar melhor o que é mercado primário e secundário, dois conceitos muito importantes que os investidores devem aprender para entender como funcionam as aplicações que escolheram. Acompanhe!

O que é o mercado primário?

O mercado primário é aquele no qual o investidor compra a aplicação diretamente do emissor. Grande parte dos investimentos é feita do mercado primário. Por exemplo, quando você aplica em um CDB (Certificado de Depósito Bancário), está comprando um título emitido por um banco diretamente desse banco emissor.

A mesma coisa acontece com os títulos públicos oferecidos no Tesouro Direto, dado que quem está vendendo os títulos para os compradores é o próprio Tesouro Nacional.

Boa parte dos investimentos que conhecemos são negociados quase exclusivamente no mercado primário. Nessa lista, podemos incluir, além dos CBDs e dos títulos públicos, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e as LCAs, as Letras Hipotecárias (LHs), as Letras de Câmbio e as Letras Imobiliárias, além de boa parte dos fundos de investimento.

O que é o mercado secundário?

Já no mercado secundário, a negociação ocorre entre investidores, e não mais entre o emissor do título e o investidor. O exemplo mais comum para isso são as ações que são negociadas na bolsa de valores. Quando uma empresa decide abrir seu capital, ela faz uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Nesse momento, ela pode emitir ações novas, que serão oferecidas aos investidores interessados. Aqui, estamos falando do mercado primário.

Depois que a oferta termina, quando esses investidores vão vender suas ações, são outros investidores que vão comprá-las e assim sucessivamente. Isso acontece no ambiente da bolsa de valores, que é um mercado secundário.

Para comparar, imagine que você comprou um carro zero quilômetro direto da fábrica e um tempo depois o revendeu para outro usuário. A primeira compra, em que o dinheiro vai para a montadora, seria uma espécie de mercado primário, enquanto a revenda já ocorre no mercado secundário.

Apesar de as ações serem o exemplo mais comum de investimento negociado no mercado secundário, existem outros também, como os fundos imobiliários, os ETFs (Exchange Traded Funds, que são fundos de índice com cotas negociadas na bolsa). As debêntures também têm mercado primário e secundário, mas é preciso destacar que o mercado secundário, nesse caso, ainda é um pouco restrito e o investidor pode ter alguma dificuldade de negociar o título.

Como escolher em qual dos dois investir?

Como você deve ter percebido, o mercado primário e o secundário se complementam. No fundo, na hora de escolher como aplicar o seu dinheiro, o que você deve observar aqui é a liquidez, ou seja, se você vai conseguir vender ou resgatar o investimento se precisar do dinheiro.

Muitas aplicações com baixa liquidez podem ser interessantes por oferecerem retornos maiores, mas, se essa for a sua escolha, precisa ser uma decisão consciente. Agora, quando existe um mercado secundário que dá liquidez àquela aplicação, como no caso das ações ou dos fundos imobiliários, isso também deve ser levado em consideração na hora de decidir o investimento.

Agora você já sabe qual a diferença entre mercado primário e secundário e tem mais condições de analisar o que é melhor para o seu perfil de investidor e para os seus objetivos e necessidades.

Aproveite para continuar ampliando seus conhecimentos e leia nosso artigo sobre empresas para investir na bolsa.




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