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Stop Loss e Stop Gain: entenda essas estratégias

Por Rodrigo Santos
18 setembro 2019 - 19:31 | Atualizado em 22 outubro 2020 - 10:37

Ainda é comum ouvirmos alguém dizer que vai “apostar” na bolsa de valores como se fosse participar de um jogo, um cassino onde os resultados dependem meramente da sorte. Felizmente, nada poderia estar mais longe da realidade. As estratégias de Stop Loss e Stop Gain provam que a bolsa de valores exige muita percepção e análise.

Se é verdade que o mercado de renda variável apresenta riscos, eles não são aleatórios como uma roleta, pois respondem a determinados eventos. O risco reside justamente no fato de não conseguirmos prever todos esses eventos e os impactos que eles podem provocar.

Ainda assim, é possível traçar estratégias para reduzir riscos, operar dentro de uma certa margem de segurança e investir de forma consciente. O uso de Stop Loss e Stop Gain serve para esse propósito. Neste artigo, vamos explicar como elas funcionam e por que devem ser usadas pelo investidor. Acompanhe!

Quais são os tipos de ordem de compra e venda?

Quando compramos ou vendemos uma ação na bolsa, podemos escolher entre alguns tipos de ordem. Existe, por exemplo, a ordem de mercado, em que você não determina um valor máximo de compra nem mínimo de venda — ela é executada pelo preço que estiver naquele momento.

Outro tipo de ordem é justamente a limitada. Nela, o investidor informa o valor máximo que está disposto a pagar pela ação que deseja comprar ou o mínimo pelo qual aceita vender o papel que possui.

Esses dois tipos se referem, portanto, ao valor do ativo. Outra variação diz respeito à duração da ordem. Ela pode ser válida apenas para o dia, ou seja, se ela não for executada até o fim do pregão, será cancelada. Se o investidor quiser, pode colocá-la novamente no dia seguinte ou quando achar pertinente.

Existem também as ordens válidas até o cancelamento, que, como o nome indica, se mantêm por quantos pregões forem necessários até que as condições determinadas aconteçam e elas sejam executadas ou que o investidor as cancele antes disso.

Por fim, temos os stops, que são ordens que têm a finalidade de evitar maiores prejuízos ou garantir o lucro que o investidor determinou. Vamos falar delas com mais detalhes a seguir.

Como funcionam as ordens Stop Loss e Stop Gain?

As ordens Stop Loss e Stop Gain servem para que o investidor consiga encerrar uma posição nas condições que ele determinar, sem necessitar o acompanhamento do mercado em tempo real. Isso porque são ordens programadas. Saiba mais abaixo.

Stop Loss

O Stop Loss é uma ordem programada para ser disparada quando o ativo cai a um certo patamar, definido pelo investidor. Seu objetivo é justamente limitar as perdas. Vamos imaginar que você tenha comprado uma ação a R$ 50,00 e definido que aceita uma perda de até 5%. Se o papel chegar a R$ 47,50, você prefere vendê-lo.

Para isso, pode programar uma ordem de Stop Loss que será disparada quando o papel bater em R$ 47,50. Aqui, também é possível estabelecer o limite da ordem. Por exemplo, ela vai ser disparada a R$ 47,50, com limite de R$ 47,00, que é o preço mínimo que você vai aceitar para vender o papel. Isso impede que você perca o negócio caso a ação caia muito rapidamente e passe “direto” pelos R$ 47,50.

Outra forma de usar o Stop Loss é para garantir um ganho mínimo. Voltando ao nosso exemplo, você comprou a ação a R$ 50,00. Vamos imaginar que ela tenha subido a R$ 52,00 e que você acredite que haja espaço para ela subir mais, mas gostaria de assegurar algum ganho. Pode programar uma ordem Stop Loss para R$ 51,00, assim, se ela voltar, a ordem de venda será disparada e aquele ganho fica assegurado.

O Stop Loss é utilizado principalmente quando o investidor acredita que o mercado vai iniciar uma tendência de queda dos preços das ações. Por exemplo, o investidor que utilizou de uma maneira razoável essa estratégia durante a crise do covid-19, no mês de março, foi afetado por apenas uma determinada queda das ações no seu portfólio e consegui obter um retorno melhor que muitos investidores que acabaram ficando à mercê do mercado e viram algumas ações caírem mais de 50%.

O fato é que nessas crises que não utiliza esse tipo de estratégia acaba por, às vezes, ter um rendimento baixo e sair do mercado de ações, pois, acaba vendo seu dinheiro se desvalorizar demais e “desiste” de investir na bolsa.

Stop Gain

O Stop Gain segue o mesmo princípio do Stop Loss, só que para os ganhos. Vamos voltar novamente ao nosso exemplo: você comprou a ação a R$ 50,00 e imagina que ela tenha potencial para subir a até R$ 55,00. Pode colocar uma ordem Stop Gain que será disparada quando o papel atingir esse preço.

Dessa maneira, as ordens Stop Loss e Stop Gain conseguem assegurar que a sua estratégia seja executada da forma como você planejou. Como você já deve ter percebido, é importante ter uma estratégia. Os pontos de stop não devem ser simplesmente um “chute”, mas precisam ser traçados a partir de uma análise, que pode usar diversas metodologias, como a análise gráfica ou o Tape Reading, por exemplo.

Para garantir que você consiga executar a operação de Stop Gain, o ideal é que você primeiro faça uma análise e entenda se aquele ativo tem liquidez o suficiente. Isso é essencial, pois, algumas small caps, que costumam ser mais voláteis que grandes empresas listadas na bolsa (blue chips), possuem um baixo volume de negociação, principalmente por serem ativos desconhecidos.

A principal forma de você analisar a liquidez de um determinado ativo é olhando o volume médio diário negociado pelo mesmo, dessa forma, você consegue entender se ele pode ser considerado de baixa ou alta liquidez e se é possível fazer uma operação rápida, como o Stop Gain.

Stop Móvel

Por fim, existe mais um tipo de stop que é muito importante para ajudar nas suas estratégias: é o Stop Móvel. Como sabemos, o mercado é dinâmico e os preços não ficam parados. Com o Stop Móvel, é possível ajustar o Stop Loss de acordo com essa variação.

Vamos ver um exemplo prático para facilitar o entendimento. Lembrando que você comprou as ações a R$ 50,00 e definiu que o Stop Loss seria disparado a R$ 47,50, com limite de R$ 47,00. No entanto, você acredita que a ação vai subir, o que, de fato, se concretiza e ela bate em R$ 52,00.

Com o Stop Móvel, você pode programar para que o Stop Loss se ajuste automaticamente conforme a ação se valoriza. Assim, é possível definir que, quando o papel bater R$ 52,00, o Stop Loss seja reprogramado para disparar se cair a R$ 48,00, com limite de R$ 47,50.

Aqui, uma ressalva importante: o uso de stops é fundamental para todo investidor e eles devem ser definidos no momento da compra da ação. São eles que vão impedir que você tenha grandes prejuízos e garantir a disciplina de executar a estratégia que foi traçada.

Além disso, o ideal é que você saiba os momentos certo de usar cada um desses stops, para poder tentar se aproveitar ao máximo do mercado e conseguir fazer uma gestão de riscos do seu portfólio. Esse tipo de estratégia é muito importante, principalmente quando o mercado está com períodos de elevada volatilidade e incerteza, pois, nesses momentos “tudo pode acontecer”.

Um grande exemplo de um momento como esse foi a crise do covid-19. Apesar de no passar dos meses as ações terem se desvalorizado bastante, durante este período, conseguimos observar também alguns momentos que após uma queda acentuada, por exemplo, de 7%, em certos intervalos de tempo também houve alguns períodos de alta das ações. Portanto, é exatamente por isso que o Stop Loss, o Stop Gain e o Stop Móvel podem ser boas estratégias para serem utilizadas neste tipo de momento.

Cabe ressaltar ainda que o ideal é realizar esse tipo de operação com apenas uma pequena parte do capital, pois, você vai estar fazendo um gerenciamento de risco da sua carteira e não vai se arrepender caso ao finalizar uma ordem o mercado se movimentar para a direção oposta.

É muito importante que, antes de usar essa ordem, você entenda muito bem como ela funciona e evite erros operacionais. Certifique-se, por exemplo, de ler mais de uma vez o tipo de ordem que está sendo executada.

O maior erro que acontece nesses casos são falhas humanas, quando é realizar uma operação de maneira apressada ou quando o responsável ainda não domina o uso da plataforma. Saiba que, depois de lançar a ordem, dependendo do sistema utilizado, é possível até fazer o seu cancelamento, mas, se ela for executada, não tem mais volta.

Cada plataforma tem suas particularidades em relação ao funcionamento das ordens de Stop, especialmente quanto ao Stop Móvel. Por isso, é preciso que você conheça bem as especificidades da sua corretora e se certifique, inclusive, de que ela oferece essa funcionalidade. Na plataforma Fast Trade, você tem acesso a essa funcionalidade de forma muito fácil e intuitiva.

Agora você já sabe como funcionam as ordens Stop Loss, Stop Móvel e Stop Gain. Mais uma vez, vale reforçar que elas são fundamentais para gerenciar riscos, minimizar perdas e assegurar disciplina na execução da sua estratégia de investimento.

Fast Trade

A Fast Trade é uma plataforma diferenciada, que oferece diversos recursos para melhorar os resultados de traders de diferentes perfis e tempo de atuação. Com o uso do Fast Trade, é possível montar estudos, analisar gráficos e aprofundar-se com eficiência no cotidiano da Bolsa de Valores e em suas modificações constantes.

Veja alguns dos benefícios trazidos por essa plataforma:

  • simulador de investimentos;
  • estudos gráficos;
  • ferramentas de análises;
  • feed de dados mais utilizado no Brasil;
  • acompanhamento em tempo real;
  • tape reading;
  • cotações Internacionais (CFDs) e mais.

Agora que você já conhece alguns dos principais fatores presentes na vida de trader, pode entender melhor esse universo e melhorar o desempenho de seus negócios. Atuar no mercado financeiro exige dedicação, conhecimento e visão estratégica, sendo assim, é essencial se manter bem informado e atento.

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