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Esclareça aqui todas as suas dúvidas sobre swing trade

Por Rodrigo Santos
16 abril 2019 - 11:19 | Atualizado em 05 novembro 2020 - 11:45

Quem investe na bolsa de valores sabe que existem diversas estratégias para tentar lucrar com as operações. Uma delas é o swing trade. Ela está no meio do caminho entre a estratégia de longo prazo, a chamada buy and hold, e a de mais curto prazo, o day trade, no qual os ativos são comprados e vendidos no mesmo dia.

O swing trade é uma estratégia de curto e médio prazos (mais curto do que médio, na verdade), que oferece várias vantagens ao investidor, mas que também tem seus riscos, é claro. Afinal, não existe investimento sem risco, muito menos no mercado de renda variável.

Neste artigo, vamos explicar o que é o swing trade, como ele funciona, quais são seus benefícios e suas desvantagens e como saber se esse tipo de operação está de acordo com o seu perfil. Acompanhe!

O que é swing trade?

Como dissemos acima, o swing trade é uma estratégia de curto e médio prazos. Isso significa que pode durar algo entre dois dias e algumas semanas. O que vai definir a duração da operação é a estratégia que você definiu, levando em consideração o comportamento daquele ativo no mercado.

Vale destacar que o swing trade não se aplica apenas a ações, mas a todo o mercado de renda variável, inclusive commodities e mercado futuro em geral.

Como funciona o swing trade?

Ele tem como base a análise técnica, também conhecida como análise gráfica. Esse é um ponto importante, porque mostra que é uma estratégia especulativa, não um investimento no valor da empresa.

Isso porque a análise técnica avalia os padrões de comportamento das cotações, a partir dos quais consegue traçar tendências de comportamentos futuros. Está concentrada em antecipar reversões de tendências para a cotação daquele ativo, não em saber se a empresa vai crescer e gerar mais lucros ou não.

A análise técnica vai indicar quais ativos comprar, quando comprar e quando vender. O “quando” é muito importante. Você deve deixar as ordens de compra e venda programadas, mantendo-se fiel à sua estratégia, seja para colocar no bolso o lucro da operação, seja para limitar as perdas, caso o cenário esperado não se confirme.

Nesse tipo de operação, deve-se esperar perdas e ganhos pequenos em termos percentuais, uma vez que estamos falando de operações de curto prazo. Por isso, é mais importante do que nunca observar os custos da operação. Se o seu investimento for muito baixo, algo como R$200, as taxas podem “comer” todo o lucro que você teria com o trade.

Por fim, uma ressalva: embora seja, sim, necessário ter algum conhecimento de análise técnica, você não precisa ser um expert nessa metodologia. As corretoras de valores e casas de investimento, em geral, contam com especialistas que fazem as análises e oferecem as recomendações de investimento ao cliente.

É claro que, se você quiser se especializar no assunto, existem inúmeros cursos de análise técnica e é possível aprofundar o conhecimento com o tempo.

Quais as vantagens do swing trade?

Em relação ao day trade, no qual os ativos são comprados e vendidos no mesmo dia, o swing trade apresenta algumas vantagens. Uma delas é que o risco é um pouco menor, por dois motivos.

O primeiro é que ele permite investir de forma mais diversificada. Você pode ter várias operações abertas ao mesmo tempo, ganhando em uma e perdendo em outras, o que é menos arriscado do que fazer várias movimentações com um único ativo.

O segundo é que você tem um tempo maior para que aquela operação alcance o resultado esperado, sem a necessidade de fazer isso acontecer em um único pregão.

Do ponto de vista do investidor, é verdade que estratégias de curto prazo demandam um acompanhamento do mercado. É preciso acordar cedo, ler o noticiário, saber o que pode afetar os preços dos ativos, ver como estão as bolsas internacionais, acompanhar o movimento dos mercados futuros.

Mas, diferentemente do que acontece com o day trade, o swing trade não precisa estar ligado no monitor durante todo o pregão. É possível ver a situação antes da abertura, preparar suas posições, programar as ordens de compra e venda e depois seguir com a sua atividade profissional principal.

Quais as desvantagens do swing trade?

Como diz a frase popularizada pelo economista Milton Friedman, “não existe almoço grátis”. Nesse caso específico, podemos lembrar que não existe investimento sem risco.

De forma geral, os riscos nos investimentos em renda variável são maiores do que nas aplicações de renda fixa e, nas operações de curto prazo, maiores ainda.

Por isso, o importante nessa situação é ter uma estratégia bem definida para conter as perdas, que é justamente o uso do stop loss. O principal desafio é conter o aspecto emocional e a tentação de mudar o stop “para ver se a tendência não se reverte”.

Não leve as perdas para o lado pessoal nem saia com o orgulho ferido quando tiver uma operação com saldo negativo. O mercado é assim e esse tipo de estratégia embute esse risco.

O swing trade é para você?

Assim, chegamos ao fim deste artigo, buscando responder para quem o swing trade é indicado. Em primeiro lugar, lembramos que, se os cenários traçados não se concretizarem, o dinheiro investido nesse tipo de estratégia pode ser perdido — parcial ou totalmente.

Então, já temos essa resposta. Você tem capacidade financeira para separar uma parcela dos seus recursos e investir em algo que pode dar prejuízo? É importante frisar que estamos falando de capacidade financeira: esses recursos não podem ser sua reserva de emergência nem os que você vai usar para pagar a parcela do seu apartamento ou os da faculdade dos seus filhos.

Em segundo lugar, você precisa se autoconhecer como investidor, ou seja, conhecer o seu perfil de investidor. Você suporta bem as oscilações do mercado? Isso não deixa você nervoso ou tentado a deixar de lado a estratégia e agir por impulso? São questões que devem ser colocadas para que seus investimentos trabalhem sempre para você, e não contra você.

Agora você já conhece melhor o funcionamento do swing trade e sabe como funciona essa estratégia de investimento, com suas vantagens e riscos.

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