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Conheça 10 dicas para criar uma carteira de ações sem errar

Por Rodrigo Santos
26 março 2019 - 15:17 | Atualizado em 13 novembro 2020 - 11:12

Ficou para trás a época em que era possível obter altos lucros com investimentos de baixo risco no Brasil. Com a taxa básica de juros — a Selic — em 6% ao ano, o investidor que quiser ganhar dinheiro precisa buscar opções que ofereçam possibilidade de rendimento maior, como uma carteira de ações.

Por ser uma estratégia que envolve riscos maiores que os investimentos de renda fixa, é fundamental que o trader esteja ciente do funcionamento desse tipo de aplicação, caso contrário, em vez de satisfação e lucratividade, o resultado pode ser insegurança e ansiedade.

De qualquer forma é sempre bom estar atento às possibilidades. Em 2018, por exemplo, a bolsa de valoresbrasileira teve uma valorização de 15%. Assim, quem investiu em uma carteira similar ao Ibovespa ganhou mais do que o dobro em comparação àquele que foi remunerado pela Selic.

Neste artigo, vamos ajudar você a saber o que observar para criar sua carteira de ações. Para se manter informado sobre o assunto, continue a leitura e confira nossas dicas!

1. Entenda o que é uma carteira de ações

Se, em vez de investir em ações, você aplicasse seu dinheiro num fundo de investimento, o gestor teria uma estratégia, de forma a aumentar suas chances de alcançar os objetivos determinados.

No entanto, quando você investe diretamente em ações, por meio de uma conta própria em uma corretora, você é o seu próprio “gestor”, ou seja, é você que toma todas as decisões.

Por isso, é preciso entender seus objetivos e traçar sua estratégia para alcançá-los. E dificilmente isso significa comprar ações de uma empresa apenas, uma vez que isso aumenta demais o seu risco.

Assim, uma carteira de ações é o conjunto de papéis que você vai comprar para executar a sua estratégia de investimentos no mercado de renda variável. Isso permite diversificar e reduzir riscos.

2. Elabore uma estratégia

Vamos reforçar este ponto: para tudo que vamos fazer na vida, precisamos de uma estratégia, senão não sabemos aonde queremos chegar nem que caminho tomar. Assim, o primeiro passo é entender o seu objetivo ao investir no mercado de ações.

Você quer diversificar seus investimentos e ter a possibilidade de obter ganhos maiores com a parcela alocada em renda variável? Ou tem um perfil mais arrojado, de trader, e quer tentar ganhar dinheiro com operações de curto prazo? Objetivos diferentes requerem estratégias diversas e também envolvem riscos distintos.

Uma vez que esteja claro o objetivo e como você vai tentar alcançá-lo, trace também o plano B, ou seja, a estratégia de saída. Se o cenário que você projetou não se confirmar, qual vai ser o momento de desfazer a operação? Defina um percentual máximo de perdas ou um valor de venda, para realizar lucros ou prejuízos.

3. Conheça seu perfil de investidor

Existem diferentes perfis de investidores, sendo que, para cada caso, são indicados determinados tipos de investimentos. Basicamente podemos classificar os perfis em:

Conservador

É um tipo de investidor que prefere segurança em detrimento de altos ganhos. Para ele é mais importante garantir o pagamento dos rendimentos (mesmo que em um período maior de resgate), do que se arriscar para lucrar mais, com altas chances de perdas.

Moderado

É menos conservador, porém ainda assim preza pela segurança do pagamento dos rendimentos. O investidor moderado até se arrisca um pouco mais, porém não tem alta tolerância aos riscos de perdas;

Agressivo

É o perfil que apresenta maior disposição em se arriscar, uma vez que preza pela lucratividade em detrimento da segurança. Geralmente esse investidor opta por opções de curto prazo, que possibilitam grande lucratividade.

Para se proteger de perdas significativas, é preciso adotar um bom plano de gestão de riscos, que seja capaz de amenizar perdas, afinal, tão importante quanto ganhar é não perder todo o lucro alcançado, não é mesmo?

4. Invista aos poucos

Aplicar aos poucos é uma ótima forma de reduzir sua exposição às oscilações dos preços das ações. Se comprar um lote de ações a R$ 18, depois outro lote do mesmo papel a R$ 16 e depois outro a R$ 17, você forma um preço médio e fica menos exposto às variações de curto prazo.

Essa dica vale, também, para o momento da venda. Ao se desfazer da posição gradualmente, reduz-se o impacto da variação das cotações.

5. Diversifique seus investimentos

Mesmo dentro de um único mercado — no caso, o de ações —, é possível buscar a diversificação. E isso não significa apenas ter várias ações na sua carteira, mas ter papéis com características distintas e que se movimentem por fatores diferentes.

Vamos dar um exemplo: as empresas de varejo costumam depender muito do momento da economia e da oferta de crédito para ter mais lucro. Se o cenário é de baixo crescimento econômico e de crédito escasso, elas tendem a ter resultados mais fracos. Consequentemente, é provável que as ações das companhias desse setor não tenham desempenho tão bom.

Já as empresas ligadas a commodities, como as mineradoras e siderúrgicas, dependem mais da cotação dos preços dos seus produtos no mercado internacional e da variação do câmbio. Um momento de alta do dólar pode, assim, ter impacto positivo para esse tipo de negócio e, logo, levar à valorização dos papéis dessas empresas.

Assim, diversificar os investimentos significa manter na sua carteira de ações com características distintas, de forma a ter possibilidade de ganhar em diversos cenários e de limitar suas perdas no caso de eventos que venham a impactar determinado setor da economia ou uma empresa específica.

6. Escolha empresas de boa qualidade

Neste ponto, vale reforçar um conceito básico: enquanto você possuir ações de uma empresa, você é sócio daquela companhia. E ninguém quer ser sócio de um negócio ruim e mal gerido, não é?

Se você olhar no mercado, vai encontrar companhias que tomaram medidas no passado que prejudicaram sócios minoritários ou que não chegaram nem perto de entregar os resultados prometidos. Não existe motivo para querer correr esse tipo de risco. Assim, selecione ações de empresas que tenham um bom histórico e uma gestão competente e idônea.

7. Tenha cuidado com as “bolhas”

O mercado financeiro é movido por pessoas, e todo mundo quer ganhar. De vez em quando, ocorre um movimento especulativo com determinada empresa, e muita gente começa a negociar aquele papel.

Assim, ele costuma ter uma enorme valorização sem que haja um motivo real para isso. Ou seja, nada mudou na companhia, não há perspectiva de lucros maiores nem de venda da companhia ou nada que dê sustentação a essa alta.

Isso, normalmente, acontece com empresas de menor porte, cujas ações têm baixa liquidez, porque, nesses casos, basta que alguns poucos investidores negociem aquela ação para provocar uma oscilação grande na cotação do papel. Fuja desses movimentos. Eles apresentam um risco enorme, e a chance de você perder dinheiro é muito grande.

8. Mantenha uma parte da sua carteira de ações em papéis defensivos

Algumas empresas tendem a ser menos afetadas por movimentos de curto prazo. Em geral, são companhias grandes e consolidadas, que apresentam geração de caixa estável e previsível. Por isso, suas ações costumam ter variações menores do que a média do mercado.

Assim, elas sobem menos na alta, mas também perdem menos nos momentos de queda da bolsa. Por isso, são chamadas de ações defensivas. É interessante manter um percentual da sua carteira de ações alocado nesse tipo de papel, reduzindo riscos em casos de oscilações fortes no mercado.

9. Escolha uma boa corretora

Escolher uma boa corretora é um passo fundamental para ter uma atuação de sucesso no mercado financeiro, uma vez que ela será a responsável, entre outros pontos, por executar as ordens de compra e venda de acordo com as diretrizes fornecidas pelo cliente.

O funcionamento da corretora é regulamentado pelo Banco Central (BC) e pela Comissão de Valores Imobiliários (CMV). Na hora de escolher uma corretora, é importante conferir se ela está devidamente cadastrada e se cumpre todos as exigências dos dois órgãos.

A vantagem de investir com uma boa corretora é que ela possibilita uma variedade maior de investimentos, como no mercado futuro, Fundos de Investimento em Cotas (FIC) e ações destinadas para grandes investidores, entre outros.

10. Acompanhe sites especializados

Estar bem informado é um diferencial importante dos grandes investidores, uma vez que no mercado financeiro informação é poder. Para estar sempre por dentro das novidades e, com base nas informações, definir estratégias bem alinhadas, é indicado acompanhar sites especializados que fornecem conteúdo relevante sobre o tema.

Além dos sites, existem também outras formas de acessar informações ligadas ao tema, como canais de vídeos, revistas, jornais, cursos online, entre outras opções. O importante é se assegurar de que as fontes realmente são confiáveis.

Lembre-se de que aplicar em ações requer estudo e acompanhamento do mercado, uma vez que as decisões de investimento serão todas suas. Quanto mais conhecimento e domínio o investidor apresentar, maior será a segurança de suas atitudes e consequentemente os retornos alcançados.

Uma boa opção para manter-se informado é o portal Fast Markets, que conta com artigos voltados para diferentes perfis de investidores, além de dados relevantes sobre cotações e novidades em tempo real. Vale a pena acessar e se manter bem informado

Agora que você já sabe como montar uma carteira de ações sem erros, pode melhorar seu desempenho e alcançar bons lucros. Com essas 10 dicas, você já pode criar a sua carteira de ações para investir na bolsa de valores.

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