Economia

Volume de serviços cresce 0,6% na série com ajuste sazonal de janeiro

Por Fast Trade
09 março 2021 - 10:58 | Atualizado em 09 março 2021 - 12:02
pandemia-covid-serviços-tráfego-aéreo
Viagem foto criado por freepik – br.freepik.com

Na série com ajuste sazonal, o volume de serviços da economia brasileira cresceu 0,6% na passagem de dezembro de 2020 para janeiro de 2021. Em contrapartida, o indicador contraiu 4,7% na série sem ajuste sazonal ante janeiro do ano passado.

+ E-book: O que ninguém conta sobre os investimentos em ações

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado marca a décima primeira taxa negativa consecutiva. Assim, em 12 meses, o volume de serviços registrou o resultado negativo mais intenso da série histórica (-8,3%) iniciada em dezembro de 2012.

Desse modo, o indicador manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro do ano passado (1,0%).

Uma vez que as projeções do mercado financeiro, compiladas pelo Refinitiv, indicavam alta de 0,1%, o avanço do volume de serviços superou as expectativas.

Ainda assim, o volume de serviços se mantém 13,8% abaixo do recorde histórico, registrado em novembro de 2014.

Ao mesmo tempo, o indicador inferior ao patamar de fevereiro de 2020 (-3%), mês que antecede o início das medidas de isolamento social para controle da pandemia que impactaram fortemente o setor de serviços.

Em suma, a maior influência negativa para o indicador em janeiro veio dos serviços prestados às famílias (-27,6%).

Esses serviços foram pressionados, sobretudo, por atividades tradicionalmente presenciais, como restaurantes, hotéis e serviços de bufê, por exemplo.

Uma vez que as medidas de isolamento foram impostas, diversos serviços precisaram se reinventar; outros, contudo, dependem do modo presencial para serem realizados.

Transportes impulsiona volume de serviços

Em contrapartida, o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,1%), foi o grupo que mais impactou o índice de forma positiva.

Conforme o levantamento do IBGE, o segmento avançou  3,1% entre dezembro e janeiro. Desse modo, o setor passou a acumular ganhos de 29,6% entre maio de 2020 e janeiro de 2021. Por outro lado, o setor de transporte segue 2,7% abaixo do patamar de fevereiro.

+ [Infográfico] 3 metodologias para Trading que vão tornar suas estratégias infalíveis

Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, explicou que, embora o crescimento desse setor tenha sido ligeiramente inferior ao dos serviços profissionais e administrativos (3,4%), o transporte responde por um impacto ainda maior no resultado geral do volume de serviços.

“Todos os segmentos dentro do setor de transportes mostraram crescimento e esse espalhamento ajuda a explicar o resultado”, explicou.

Destaca-se, nesse sentido, o transporte rodoviário coletivo de passageiros (ônibus que fazem viagens municipais, estaduais e internacionais), mas também o aéreo de passageiros.

De acordo com Lobo, esse movimento “pode ser um reflexo do aumento da flexibilização das medidas de isolamento” e a época do ano.

Dados preliminares da companhia aérea Azul (AZUL4) indicaram um aumento de 4,6% no tráfego de passageiros domésticos (RPKs) entre fev/2019 e fev/2021.

Por outro lado, o endurecimento das medidas de restrições à atividade – após recordes de casos e óbitos no Brasil – deve voltar a impactar o índice.

A segunda atividade acompanhada pela pesquisa que, assim como os transportes, tiveram alta em janeiro foi os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,4%).

Por fim, confira a íntegra do desempenho do volume de serviços e continue acompanhando o portal Fast Trade para mais destaques e indicadores econômicos.

Antes de mais nada, leia também:

Volume de serviços cresce 0,6% na série com ajuste sazonal de janeiro

INDFUT: Ibovespa futuro sobe com ajuste e exterior; PEC, balanços e Lula seguem no radar

Tráfego da Azul (AZUL4) e taxa de ocupação da GOL (GOLL4) em fevereiro

B3 voltará a fechar às 17h e mais destaques

Senado aprova em 2º turno a PEC Emergencial e mantém gatilhos fiscais

Milho: Brasil exporta 34,8 milhões de t do cereal na safra 2019/20

MRV (MRVE3) lucra R$ 196 milhões no 4T20 e R$ 550 milhões em 2020

Grupo Natura lucra R$175,7 mi no 4T20 e mostra resiliência frente à pandemia

Agenda de proventos da Itaúsa (ITSA3; ITSA4) e da Grendene (GRND3)

Lucro da Taesa (TAEE11) disparou 194,7% no 4T20; empresa vai pagar dividendos

Via Varejo (VVAR3) reporta lucro líquido de R$ 1 bi e sólida posição de caixa em 2020


Sobre o autor