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Varejistas avaliam redução da jornada para driblar a crise

Por Fast Trade
09 abril 2020 - 15:40 | Atualizado em 09 abril 2020 - 16:45

Amparadas pela Medida Provisória 936/2020, grandes empresas do ramo de varejo avaliam redução da jornada de trabalho para driblar a crise financeira.

Além disso, a MP ainda permite a redução proporcional de salários e a suspensão temporária do contrato, com o governo custeando, em parte, o benefício.

Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3) e Lojas Renner (LREN3) devem se valer das novas regras para manter os postos de trabalho durante o período de quarentena.

Juntas, as três companhias empregam, formalmente, mais de 100 mil pessoas em todo o Brasil e para superar este momento de turbulências, pretendem buscar apoio do governo, mesmo as que possuem um caixa robusto.

A MP permite que a empresa reduza a jornada e o salário em 25%, 50% ou 70%, por até 3 meses, ficando o governo responsável por pagar o restante utilizando parte do seguro-desemprego.

Mas se a companhia decidir suspender o contrato de trabalho, ainda assim, terá que arcar com 30% do salário do funcionário durante o período de suspensão, cuja duração será de, no máximo, 60 dias.

Nesse caso, o estado pagará o equivalente a 70% do seguro-desemprego, ao qual, o funcionário teria direito, no período em que o contrato estiver suspenso.

Assim como as demais empresas, a Renner está avaliando todas as possiblidades para não precisar recorrer às demissões neste período de avanço do coronavírus no país.

“Vamos avaliar todos os recursos legais possíveis com o intuito de manter empregos. Não fizemos nenhuma demissão e nossa direção hoje é de manutenção do quadro” – ressaltou Laurence Gomes, diretor administrativo e financeiro da Renner.  

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