Empresas

VALE3: total das indenizações por Brumadinho deve ser de R$ 54 bilhões, avalia relator

Por Fast Trade
30 novembro 2020 - 11:30 | Atualizado em 30 novembro 2020 - 10:52
Vale

As negociações sobre as indenizações da Vale (VALE3) às vítimas da tragédia em Brumadinho segue em curso.

Uma estimativa do relator da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha a negociação entre a mineradora e o governo de Minas Gerais, deputado Rogério Correia (PT-MG), indica que a empresa deveria pagar R$ 54 bilhões. A informação foi divulgada no portal de notícias da Agência Câmara.

Para justificar o montante, o deputado citou, primeiramente, que o governo mineiro estimou o ressarcimento material para a recuperação do rio em R$ 26 bilhões.

Além disso, a cifra compreende “aquilo que o governo gastou a mais”, segundo o próprio relator. Da mesma forma, a estimativa do Ministério Público superou os R$ 25 bilhões, totalizando R$ 28 bilhões.

Nesse sentido, o valor refere-se a um ressarcimento moral, assim como para as pessoas atingidas de maneira geral. Sendo assim, a soma de ambas as estimativas chegaria aos R$ 54 bilhões, conforme a conclusão do relator e deputado.

O montante já havia sido apresentado à Vale, conforme noticiado pela Agência Câmara. Recentemente, no entanto, a Vale chegou a fazer uma contraproposta de apenas R$ 16 bilhões.

Contudo, a oferta da VALE3 está bem inferior quando comparado ao estabelecido pelas entidades (Ministério Público, Defensoria Pública e o governo de Minas Gerais).

Rogério Correia debateu, na sexta-feira (27), os rumos da negociação juntamente com o procurador Eduardo Henrique Soares, mas também com a procuradora-chefe do Ministério Público Federal de Minas Gerais, silmara Cristina Goulart.

O colegiado, segundo ele, está preocupado com a falta de transparência no acordo. Além disso, a reportagem destacou a preocupação relacionada com a “exclusão dos atingidos e pelas tentativas da Vale em diminuir a indenização”.

Baixe agora: Guia de A a Z de como se tornar um trader!

Histórico

O debate levantado por Rogério Correia está relacionado com o rompimento da barragem de mineração da Vale em Brumadinho (MG).

A lama de rejeitos de minério de ferro deixou mais de 270 mortos após o rompimento em 25 de janeiro de 2019.

Ademais, o derramamento atingiu parte do centro administrativo da Companhia, bem como a comunidade Córrego do Feijão e o rio Paraopeba, afluente do São Francisco.

Segundo o deputado, relator da comissão que acompanha a negociação, o caso se tratou de um crime, e não um acidente.

A avaliação citada por ele é da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou na Câmara a tragédia, uma vez que a Vale e a empresa responsável pela fiscalização da área estavam cientes dos riscos da barragem.

O deputado avalia como “absurdo” que uma empresa como a Vale, “uma das maiores mineradoras do mudo”, fique pechinchando após “dois crimes” cometidos.

Baixe agora: Derivativos – O guia definitivo para começar a investir

Samarco e a VALE3

O rompimento da barragem do Fundão em Mariana (MG), da mineradora Samarco (controlada através de uma joint-venture entre a VALE3 e a anglo-australiana BHP Billiton), completou cinco anos no mês passado.

A tragédia deixou 19 mortos em 2015 e outros efeitos colaterais como um mar de lama que devastou o Rio Doce e chegou a atingir o oceano no Espírito Santo.

Ambos os casos levaram o Senado a criar a CPI de Brumadinho para investigar e revisar a legislação sobre segurança de barragens no Brasil.

Acompanhe o Fast Trade para saber mais do desdobramento e de como as ações da VALE3 vão performance na Bolsa de Valores.

Baixe agora: Tudo o que você precisa saber para fazer uma análise técnica de ações e futuros

Quer ficar informado de todas as novidades sobre as técnicas e estratégias aplicadas ao day trade? Participe do Canal do Fast Trade no Telegram através do link: https://t.me/plataformafasttrade.

Por fim, leia também:


Sobre o autor