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Tríade de indicadores ruins para novembro consolida aposta em novo corte da Selic; dólar sobe

Por TradersClub
15 janeiro 2020 - 11:22

O futuro do Ibovespa caía neste início de pregão, enquanto o dólar futuro subia à frente de pares no exterior e a curva de juros despencava após as vendas no varejo de novembro, mês da Black Friday, frustrarem o consenso do mercado, o terceiro indicador em menos de uma semana a apontar que o Banco Central pode ter espaço para cortar a taxa Selic na reunião do próximo mês dada a lentidão da recuperação econômica.

As vendas no varejo no mês de novembro, divulgadas hoje pelo IBGE, tiveram alta de 0,6% no mês, quase metade do consenso de 1,1%. Quatro das oito atividades pesquisadas tiveram queda, incluindo vestuário, combustíveis e o segmento de livros e papelaria. A pesquisa destacou o crescimento da categoria de perfumaria, com alta de 4,1% no mês, e a alta pífia de móveis e eletrodomésticos, que cresceram apenas 0,5% mesmo com as promoções da Black Friday durante o mês. No ano, as vendas no varejo tiveram alta de 3,8%, contra consenso de 5,2%. No varejo ampliado, o volume de vendas teve queda de 0,5% frente a outubro e alta de 2,9% em relação ao último ano.

Com os números, o futuro do Ibovespa abriu em queda de 0,36%, enquanto o dólar futuro subia 0,27% para R$4,148, também à espera da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China. Na curva de juros, a ponta curta tinha forte queda, com perda de 6 pontos-base para o contrato do DI para janeiro de 2021, a 4,385%, e de 9 pontos-base para o contrato de 2022, a 5,010%. A aposta do mercado que tem ganhado mais força é que o BC faça mais um corte de 0,25% na taxa Selic na reunião de 4 e 5 de fevereiro.


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