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‘Tchutchuca’: Guedes é ofendido na CCJ; Orçamento impositivo volta para Câmara e mais

Por Pablo Vinicius Souza
04 abril 2019 - 10:26

Paulo Guedes é ofendido na CCJ e sessão é interrompida abruptamente pelo presidente Felipe Francischini.

Na véspera, o Ibovespa já havia recuado quase 1% em sessão marcada pelo tenso encontro.

O tumulto das horas posteriores ao fechamento do pregão deve impactar o índice nesta quinta-feira (4).

Ainda no radar, o mercado segue atento aos desdobramentos da reforma da Previdência, com Jair Bolsonaro dialogando com novas siglas.

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Na Casa Branca, Trump se reunirá com representante comercial chinês; bolsas globais reagem

O clima segue positivo para os principais índices acionários globais.

Com o avanço da resolução para o conflito entre China e Estados Unidos, as bolsas asiáticas fecham sessão em alta.

Embora tenha sido uma alta modesta, a sessão desta quinta-feira (4) marca um acúmulo positivo no índice do país.

Logo mais, Donald Trump se encontrará com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

Especula-se que ainda hoje um acordo para acabar com a guerra comercial pode ser selado.

Apesar de afetar positivamente os mercados, as bolsas europeias ainda não respondem ao reencontro das duas nações.

As bolsas operam em queda, com o mercado atento às negociações que acontecem entre Parlamento e Governo britânico.

Quem também não reagiu positivamente na sessão de hoje foi a bolsa australiana, que vinha acumulando uma sequência de valorização.

De acordo com a Dow Jones Newswires, as ações de petrolíferas e do setor de saúde pressionaram o índice que encerrou o dia no vermelho.

Em commodities, o preço futuro do minério de ferro fechou em leve alta.

Bonde do tigrão

Hoje é dia de encontro na Casa Branca: Trump e Liu He (vice-premiê chinês) estão prestes a firmar um acordo. Alguns temas mais sensíveis como as sobretaxas impostas a produtos chineses, propriedade intelectual e subsídios ainda geram certo desconforto. Por isso, ficar em cima do muro ainda parece mais coerente aos investidores, o que faz com que os índices inciem o dia na linha d’água.

Por aqui, os efeitos tumultuosos de Paulo Guedes na CCJ foram sentidos. Se por uma lado ele falou bem, por outro, demonstrou o a grave falta de articulação que o governo tem no Congresso. Sem uma base de apoio, por melhor que sejam as intenções do governo e do próprio Guedes (que foi até chamado de tigrão com a população e “tchutchuca” com empresários por Zeca Dirceu), fica difícil acreditar que uma reforma mais firme passe e que a desidratação está só começando. Hoje, o bastão fica com Bolsonaro que terá conversas com o Centrão para realizar articulações. Vamos acompanhar.

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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta quinta-feira

A agenda econômica tem poucos destaques nesta quinta-feira (4).

No exterior, o EUA contará com a divulgação de dados do departamento de trabalho.

Será conhecido assim o número de pedidos de auxílio-desemprego até a semana do dia 30 de março.

Internamente, o desempenho da produção da indústria automobilística será disponibilizado hoje, pela Anfavea.

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Ida de Paulo Guedes a CCJ acaba em bate-boca e ministro é ofendido por Zeca Dirceu: ‘tchutchuca’

Os ânimos ficaram exaltados na audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Com duração de mais de seis horas, o ministro da Economia esteve presente para discutir a reforma da Previdência.

Enquanto pôde, Guedes falou do Benefício de Prestação Continuada (BPC); da aposentadoria rural; ampliação da idade para aposentadoria de mulheres para 62 anos; regime de capitalização e mudanças na aposentadoria de militares.

O bate-boca com a oposição, no entanto, foi intenso.

Em reação à provocação do deputado Zeca Dirceu, o ministro da Economia não se conteve.

O parlamentar é filiado ao PT e filho do ex-ministro, José Dirceu.

Em dado momento, chamou Guedes de “tigrão” para aposentados, professores e agricultores, e “tchutchuca” para classe mais privilegiada do Brasil.

A fala do deputado provocou uma reação em cadeia, deixando o clima insustentável.

Para conter os ânimos, Felipe Francischini, presidente da CCJ precisou encerrar a audiência.

Após a sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se mostrou indignado ao ocorrido.

“Chamar um ministro de ‘tchutchuca’ é um absurdo”, afirmou ao Estado. “É péssimo para a Câmara. Paulo Guedes tem dialogado com respeito com o Parlamento”.

Senado aprova PEC do orçamento impositivo 1º turno; texto volta para a Câmara

A aprovação em 1º turno não surpreende.

O texto que propõe a PEC do Orçamento impositivo se originou em acordo entre as duas Casas do Legislativo.

Foram 58 votos favoráveis e apenas 6 contrários no primeiro turno.

No segundo, um voto a mais foi favorável (59) e apenas 5 se mantiveram contrários a proposta.

Para que a Proposta de Emenda à Constituição fosse aprovada, eram necessários 49 votos.

Por ter sido alterada no Senado, a PEC voltará para a Câmara dos Deputados para uma nova análise.

Em caso de aprovação final, o governo presidido por Jair Bolsonaro será obrigado a executar as despesas demandadas pelo Parlamento.

Dedicado em fazer a reforma da Previdência avançar, Bolsonaro dialogará com novas siglas

Quem cedeu a informação foi o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Na última quarta-feira (3), o ministro confirmou a estratégia de abrir o governo às demais legendas políticas.

Atualmente, só o PSL, partido do presidente, faz apoio formal ao governo.

Para Lorenzoni, é necessário o diálogo para depois convidar e “abrir as portas”.

“Para que tenhamos uma base constituída, a gente precisa dialogar, convidar e abrir as portas. É o que nós estamos fazendo”, afirmou o ministro.

A aproximação com novas siglas pode favorecer o avanço da reforma previdenciária na Câmara e no Senado.

Este, inclusive, deve ser o tema principal do encontro entre Bolsonaro e os presidentes das siglas.

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TCU questiona salários 8 vezes maior que o mercado promovido em empresas estatais

A fiscalização indicada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) envolveu 104 empresas estatais.

Dessas, nenhuma depende de recursos do Tesouro (como é o caso, por exemplo, da Petrobrás, Correios, BB e outros).

Foi determinado que as empresas estatais comunicassem aos ministros os valores pagos em salários.

Gastos com cartões corporativos e viagens de diretores e funcionários também deveriam ser incluídos.

A auditoria apontou que 86% das remunerações são superiores às pagas pelo setor privados para ocupações idênticas.

Por não dependerem de Orçamento público, o Judiciário entende que essas estatais são obrigadas a cumprir o teto constitucional.

Atualmente, o teto é de R$ 39,3 mil para cada empresa possa competir igualmente com suas concorrentes.

A decisão, no entanto, cabe recurso, de acordo com o Estadão/Broadcast.

GOL celebra acordo vinculante com Elliot, maior credora da companhia aérea Avianca Brasil

Ontem, a Elliot anunciou a entrada das companhias aéreas GOL e Latam Brasil na disputa por ativos da Avianca Brasil.

As propostas se diferem daquelas promovidas pela Azul que, até então, era a única candidata.

No mesmo dia, a GOL anunciou em fato relevante a celebração de um acordo vinculante com a Elliot.

O objetivo, segundo própria companhia, é desenvolver uma proposta alternativa para o processo competitivo de venda de certos ativos da Oceanair Linhas Aéreas S.A. – atualmente em Recuperação Judicial –, bem como da AVB Holding S.A.

Entre o proposto está a extensão de financiamentos pós-concursais (em US$ 5 milhões e US% 3 milhões) à Avianca Brasil.

O pagamento deve ser realizado nos dias 9 e 16 de abril, desde que os procedimentos de auditoria sejam concluídos.

Além disso, a aérea vai adquirir US$ 5 milhões em financiamentos pós-concursais da Elliott, pelo seu valor nominal.

Essas e outras condições você pode conferir aqui, no fato relevante da companhia aérea.

Pietro Labriola é nomeado novo CEO da TIM no Brasil e conselho também é alterado

Nove meses após Sami Foguel assumir a presidência da Tim Participações, um novo CEO foi nomeado para substituí-lo.

Desde que a disputa acionária entre os sócios da italiana acirrou, sua saída do cargo já era especulada pelo mercado.

Em fato relevante, Pietro Labriola foi anunciado ao mercado como Chief Executive Officer.

Atualmente, Labriola já compõe o Conselho de Administração da Companhia – desde fevereiro – e atuará em conjunto com as duas ocupações.

O novo CEO da companhia no Brasil já havia ocupado a posição de Chief Operating Officer da TIM Brasil entre dezembro de 2015 e agosto de 2018.

O chairman, João Cox, também é substituído por Nicandro Duarte.


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