Agronegócio

Superávit da balança comercial brasileira em 2020 foi impulsionado pelo agronegócio

Por Fast Trade
01 abril 2021 - 07:00 | Atualizado em 01 abril 2021 - 07:47
balança comercial brasileira; exportação

Apesar da pandemia, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 50,9 bilhões no ano de 2020. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o agronegócio se destacou com recorde de US$ 87,7 bilhões.

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Quando um país exporta mais do que importa, ele obtém um saldo positivo, também denominado ‘superávit’. Por outro lado, quando a nação importa mais do que exporta, ela tem como resultado um saldo financeiro negativo, ou déficit.

Conforme analisado pelo Ipea, há alguns fatores que sustentaram a posição do Brasil como um dos principais fornecedores de commodities agropecuárias no mercado mundial. Nesse sentido, destaca-se a soja e as carnes (bovina, suína e de frango), além de tendências para 2021.

Em primeiro lugar, o instituto relacionou a desvalorização do real frente ao dólar com a performance do agro na balança comercial. Além disso, a guerra comercial entre Estados Unidos e China colocou o Brasil em evidência.

Isso porque a potência asiática liderou o ranking dos destinos para os produtos brasileiros, respondendo por 33,7% das exportações totais no ano passado.

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No entanto, a pesquisadora associada do Ipea e uma das autoras do estudo, Ana Cecília Kreter, acredita que a performance da China não está relacionada somente à guerra comercial com os EUA.

Segundo ela, “apesar do aumento da produção, a demanda chinesa de várias commodities é acima da oferta, o que coloca o Brasil numa situação favorável e com boa perspectiva também em 2021”.

Em terceiro lugar, a quebra de safra de países concorrentes, bem como as condições climáticas favoráveis, contribuíram para o país liderar o setor.

Principais culturas agro que sustentaram a balança comercial

A soja é a principal cultura do Brasil, que se tornou o principal produtor mundial na safra 2019-2020, respondendo por 37,4% da produção total.

Assim também, o ranking é composto por, em segundo lugar, Estados Unidos (28,4%) e, em terceiro lugar, pela Argentina (14,5%).

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Segundo o Ipea, apenas a soja responde por 34,2% do total comerciado em valor pelo agronegócio na balança comercial. Essa porcentagem equivale a US$ 34,5 bilhões.

Já para o biênio 2020-2021, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um  novo recorde para a safra: 135 milhões de toneladas. Naturalmente, o resultado reforçaria o protagonismo do Brasil no mercado global.

Assim também, as carnes anotaram uma performance favorável para o resultado positivo da balança comercial em 2020. Na segunda posição entre os produtos do agronegócio mais exportados no ano passado, em valor isso corresponde a US$ 17,2 milhões.

Fatores como o reaparecimento da Peste Suína Africana (PSA) elevaram a participação da China, por exemplo, que respondeu por 43,2% e 50,8% das exportações de carne bovina e suína ano passado, respectivamente.

O país asiático figura como o maior consumidor mundial de carne suína e, frente ao descarte de animais no país, a demanda chinesa aumentou.

Dólar

Entre os dez principais produtos exportados e contabilizados na balança comercial, apenas três tiveram variação positiva no preço médio em dólar em 2020: as carnes bovina (3,0%), a suína (4,0%) e também o café (0,8%).

Ademais, o estudo realizado pelo Ipea indica um declínio de 5,2% no valor das importações do agronegócio entre 2019 e 2020.

Nesse sentido, a performance também ajudou na alta da balança comercial em 5,6%. Este, por sua vez, passou de US$ 83,0 bilhões para US$ 87,7 bilhões.

Por fim, acesse a íntegra do estudo sobre a participação do agronegócio no superávit da balança comercial brasileira em 2020.

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