Economia

Superávit comercial de maio é o pior resultado para o mês desde 2015

Por Bruna Santos
02 junho 2020 - 07:00 | Atualizado em 02 junho 2020 - 08:00
balança comercial brasileira

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,548 bilhões em maio, recuo de 11,1% quando comparado a maio de 2019, pela média diária. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, esse foi o pior resultado para o período desde 2015.

Nesse sentido, o montante final corresponde a um total de US$ 17,940 bilhões exportados e US$ 13,392 bilhões importados. Pela média diária, houve uma queda de 4,2% e 1,6%, respectivamente, sobre maio do ano passado.

Para o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, a baixa no valor exportado está diretamente relacionada com o “forte recuo dos preços internacionais”, em decorrência do enfraquecimento da demanda global.

Por outro lado, o decréscimo das importações foi influenciado especialmente por operações de nacionalização de duas plataformas de petróleo no âmbito do Repetro, segundo Ferraz.

No acumulado do ano, o superávit comercial chegou a US$ 16,349 bilhões, 17,9% a menos do que o registrado nos cinco primeiros meses de 2019. Foram exportados US$ 85,301 bilhões (-4,5%, pela média diária) e importados US$ 68,952 bilhões (-0,6% na mesma base de comparação).

Assim como para o resultado de maio, este também é o pior desempenho para o período desde 2015.

Conforme estimativa da secretaria, é possível que a balança comercial do Brasil apure um superávit de US$ 46,6 bilhões no acumulado de 2020. Se confirmado, o resultado representaria um declínio de 3% sobre o resultado do ano anterior.

Destino das exportações que possibilitaram o superávit comercial

As exportações brasileiras avançaram 35,2%, pela média diária, com vendas para China, Hong Kong e Macau, três dos seus principais destinos. No total, a venda para a Ásia subiu 27,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Em contrapartida, as vendas para a América do Norte recuaram 39,6%, seguido pelas vendas para a América do Sul (-41,8%) e Europa (-4,3%).

Vale destacar que a escalada das tensões entre Estados Unidos e China pode favorecer o Brasil. De acordo com a Bloomberg, as principais empresas agrícolas estatais chinesas foram orientadas a interromper a compra de alguns produtos agrícolas americanos, entre eles a soja.

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