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Servidores públicos se movimentam contra uma dura reforma administrativa

Por Bruna Santos
09 setembro 2019 - 10:23
Seguimos de olho nos resultados corporativos e no Senado

Servidores públicos federais se movimentam contra uma reforma administrativa dura, defendida pelo governo de Bolsonaro.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a articulação tem como propósito evitar pontos como o fim da estabilidade e redução salarial.

Pontos como esses tem sido amplamente discutido pela equipe econômica, a fim de desengessar o orçamento.

Ainda conforme a publicação, foi formada uma frente parlamentar composta por 241 congressistas para resistir à proposta.

Ademais, o valor das emendas parlamentares para 2020 saltou de R$ 10,7 bilhões para 16,2 bilhões, segundo o Estadão.

Uma vez que as emendas são de pagamento obrigatório, os ministérios da Saúde, Educação assim como o IBGE estão pedindo verbas aos parlamentares para que os seus programas não parem de funcionar.

O governo, por sua vez, continua estudando a transferência da gestão do Salário-Educação, contribuição social paga por empresas para o financiamento de 12 programas ligados ao ensino básico, para Estados e municípios.

A previsão, de acordo com o Estadão, é que a saída destes R$ 9,3 bilhões da contabilidade abra espaço no teto de gastos para outros itens.

Sobre a reforma administrativa do Estado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou ao Valor Econômico que a revisão da carreira pública é uma parte do Pacto Federativo que, por sua vez, “é a transformação do Estado brasileiro”.

A própria reforma tributária é uma dimensão desse programa maior, destacou ele.

“Vamos redesenhar a estrutura do governo central, que está hipertrofiado, com excesso de funcionários, com salário médio e aposentadorias muito acima do nosso mercado de trabalho”, descreveu.


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