Economia

Selic em território restritivo não deve limitar crescimento do PIB, diz Itaú Asset

Por Fast Trade
12 julho 2021 - 07:14 | Atualizado em 12 julho 2021 - 08:49
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Ainda que a Selic avance ao território restritivo, este não será um fator de limitação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, diz Itaú Asset.

Em meio ao processo de reabertura da economia, o Banco Central deve acelerar o aperto monetário e a Selic deve encerrar o ano no patamar de 7,25%. Mesmo assim, para a gestora, o fortalecimento do ambiente macroeconômico e o ritmo de recuperação não devem ser afetados.

Nesse sentido, o economista-chefe da instituição, Diogo Guillen, explicou que, a despeito da taxa contracionista, o Itaú Asset trabalha com projeções de atividade acima da média do mercado.

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De acordo com tais estimativas, o crescimento será de 1% no terceiro trimestre, totalizando alta de 5,3% em 2021, embora diversos setores ainda estejam abaixo dos patamares de antes da crise.

“Existe espaço para crescer. Somando isso à indústria com estoques ainda baixos e a continuidade do auxílio emergencial no terceiro trimestre, esperamos que volte um pouco o emprego formal” – disse o executivo.

Ele também esclareceu que, com a Selic a 7,25% ao final do ano, o impacto na atividade dependerá de diversos fatores, como o nível de ociosidade na economia. Além disso, Guillen cita que a capacidade instalada na indústria está “muito forte” e isso tende a manter os níveis de crescimento.

Projeções para 2022 e receios sobre o mercado de trabalho

Em relação a 2022, a Itaú Asset estima que o crescimento será de 2,5%, prevendo um cenário de política fiscal contracionista e elevada incerteza eleitoral.

Da mesma forma, Guillen destaca que a recuperação do mercado de trabalho e os sinais de despoupança podem acentuar o viés altista do panorama.

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Quanto ao IPCA, para 2021, a gestora acredita que alcançará o patamar de 6,8%, enquanto em 2022, as estimativas atingirão 4,1%.

“À medida que a reabertura acontecer, há uma série de fatores que levariam a um aumento da inflação de serviços. A retomada vai aumentar a demanda por serviços, o que pode permitir repasse dos custos. Já vimos a inflação de bens mais forte e, tendo demanda, pode haver repasse para os serviços” – argumentou.

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