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Segundo Iedi, o déficit comercial da indústria cresceu 60% entre janeiro e março

Por Eloiza Amaral
30 abril 2019 - 15:30
A Gerdau acertou a compra de 96,4% da Siderúrgica Latino Americana, a Silat, por US$110,8 milhões hoje, em um movimento para crescer na produção e distribuição de laminados no Brasil, onde domina o mercado de aços longos.

Dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) apontam que as exportações de bens manufaturados caíram 9,1% no primeiro trimestre de 2019, enquanto as importações recuaram 1,6%, resultando num déficit comercial para a indústria de transformação de 60%.

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Financeiramente, as percas do período totalizaram US$6,8 bilhões. O IEDI destacou que embora tenha havido uma melhora no saldo comercial dos bens primários no mesmo período, o superávit comercial da balança total do país foi de US$10,5 bilhões, o menor patamar desde 2016, na comparação anual.

Rafael Cagnin, economista do IEDI, aponta que uma melhora só poderá acontecer caso haja resolução de problemas do cenário externo, como o Brexit e o acirramento nas disputas comerciais entre EUA e China.

O estudo do IEDI levantou o desempenho da balança comercial da indústria por quatro faixas de intensidade tecnológica: alta tecnologia, média-alta, média-baixa e baixa.

A média-alta tecnologia, composta por máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, além de veículos e produtos químicos foi a que sofreu maior contração. O déficit desta classe chegou a US$9,6 bilhões, 33% maior do que no mesmo período de 2019.

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Já a indústria de baixa intensidade tecnológica apresentou saldo positivo, mas o superávit de janeiro a março ficou 10% abaixo do de iguais meses de 2018, caindo para US$ 7,9 bilhões. O déficit resultou de redução de 8,9% das exportações, e redução de 5,9% nas importações.


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