Política

Se não privatizar a Eletrobras haverá um caos no sistema energético, diz Bolsonaro

Por Fast Trade
17 junho 2021 - 07:05 | Atualizado em 17 junho 2021 - 09:07

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a privatização da Eletrobras, dizendo que se o processo não ocorrer, haverá um caos no sistema energético brasileiro.

Essa fala veio em resposta a uma possível articulação de parlamentares contrários à venda da estatal, que irá para votação no Senado hoje. Nesse sentido, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, agendou a sessão para iniciar às 10h, após a apresentação aos destaques à proposta do relator.

A apoiadores no Planalto, Bolsonaro fez duras críticas a gestões anteriores, argumentando que quase tudo que é público no país foi levado para a corrupção. Acima de tudo, ele destacou o fato de algumas empresas registrarem lucro em sua gestão, enfatizando a importância de reduzir o tamanho do estado.

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Em fevereiro, o presidente levou pessoalmente o texto-base da Medida Provisória que autoriza a privatização ao Congresso e classificou a aprovação da matéria como essencial para a economia responder positivamente à crise.

Vale destacar que o relator do projeto, o senador Marcos Rogério (DEM), teve que fazer diversas alterações em seu relatório para conseguir apoio. Inclusive, especialistas criticaram a inserção de inúmeros “jabutis” no texto-base, que estariam prejudicando a finalidade da medida.

Aliança no Senado pode prejudicar a MP da Eletrobras

Existe uma aliança para derrubar a Medida Provisória da Eletrobras no Senado entre parlamentares de esquerda e independentes, que estão preocupados com a questão das tarifas.

Devido à pressão do setor produtivo, o movimento ganhou força para lutar contra o aumento do custo com energia e a insegurança frente às instabilidades do setor elétrico.

Assim, a articulação que está sendo conduzida pelos líderes da minoria, Jean Paul Prates (PT) e Simone Tebet (MBD), também contou com senadores liberais como Oriovisto Guimarães (PR) e Jorge Cajuru (GO).

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Da mesma forma, o senador Veneziano Rego (PB) e outros integrantes da base do governo, como Carlos Portinho (PL) também se juntaram contra a aprovação da medida.

“O texto passou na Câmara porque a opinião pública e o setor produtivo estavam desatentos. Agora, a reação cresceu e o Senado tem a oportunidade de mostrar que não vai mais pactuar com os lobbies de interesses privados” – disse Prates.

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