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Conheça a Plataforma Pi, nova fintech do Banco Santander

Por Pablo Vinicius Souza
26 novembro 2018 - 11:37

O Banco Central autorizou o Santander a colocar em funcionamento a sua plataforma digital de investimentos, que atuará no mercado financeiro de forma independente e desvinculada da atual Santander Corretora. Chamada de Pi, em referência ao número da matemática, a plataforma foi projetada com uma arquitetura aberta, que visa oferecer produtos de terceiros a pessoas não correntistas do banco.

Fernando Miranda, diretor de novos negócios do Santander, explicou que o desenvolvimento desse projeto durou cerca de nove meses desde sua concepção como ideia até a finalização dos trâmites legais e assegura que essa rapidez na construção de algo tão complexo deve-se à estratégia de inovar em estrutura tecnológica ao invés de recorrer aos sistemas mais antigos utilizados pela corretora. Ele ressalta que em uma empresa de grande porte como o Santander, a utilização da base atual implicaria em gastar o dobro ou o triplo do tempo para materializar tal projeto.

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O executivo ainda destacou que a Pi foi criada com base no conceito de intraempreendedorismo, sendo uma empresa autônoma mas que pertence integralmente ao grupo, que possui tecnologia própria, marketing próprio, que é totalmente digital e vai operar nos parâmetros de uma fintech (empresa de tecnologia financeira). Miranda observa que o banco espanhol está investindo quantias elevadas no projeto porque acredita no avanço do mercado de ativos sob gestão das plataformas digitais, embora hoje ele represente apenas 8% a 9% do total.

Os olhos do mercado se voltaram a essa modalidade de negócio a partir do sucesso das plataformas independentes, como a XP Investimentos, que transformou a relação entre investidores e o mercado financeiro. E até mesmo os grandes bancos privados já se abriram à essa nova arquitetura, como é o caso do Itaú, que recentemente adquiriu quase metade da XP por R$6,3 bilhões e o Bradesco, que modernizou sua corretora Ágora para incluir o atendimento à clientes não correntistas.

O Santander planeja colocar o Pi aberto às operações com o público já no início de 2019, sob a direção de Felipe Bottino, ex-diretor da Icatu Seguros e responsável pela junção entre previdência aberta e gestoras independentes, uma jogada que forçou a concorrência com as grandes instituições bancárias. Bottino afirma que a Pi trabalhará em cima de dois grandes diferenciais: a educação financeira do cliente antes e durante o investimento e o uso da inteligência artificial contextualizada que buscará produtos de acordo com o perfil dos investidores.

Bottino acrescentou que o banco espanhol entrará no mercado para competir com qualidade e não através de uma guerra tarifária, até porque os preços e os produtos não apresentam grande diferenciação e forçar a competição por meio de tarifas não trará benefícios ao cliente.

Leonardo Reis, CEO da Cedro Technologies, empresa responsável por parte do projeto de transformação digital da Plataforma Pi, provendo tecnologia Middle para execução, processamento e validação de ordens e clientes. E na sua visão, a Cedro, se empenhou em inovar os seus próprios produtos, como o Crystal Broker 3.0, e também a plataforma Data Engine, que é usada para validação cadastral, correspondendo assim ao nível de inovação desenhada para o projeto – completa afirmando que tudo isso será perceptível ao público final no seu lançamento.

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