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Salário mínimo passa de R$ 1.039 para R$ 1.045

Por Bruna Santos
15 janeiro 2020 - 10:17

Insuficiente para repor completamente a inflação do ano passado, o reajuste do salário mínimo determinado pelo presidente Jair Bolsonaro em 31 de dezembro de 2019 sofreu nova alteração.

Com o aumento na inflação atribuído a carne, o presidente afirmou que era necessário manter o poder de compra atual.

Anteriormente fixado em R$ 1.039, o novo salário mínimo (“pouco para quem recebe e muito para quem paga”) passou para R$ 1.045.

Esse montante contempla o Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC) 2019, que encerrou o ano em 4,48%.

Divulgado na última sexta-feira (10), o INPC de fato sofreu o impacto dos preços dos alimentos.

Em primeiro lugar, o novo mínimo sofreu reajuste de 4,1%, passando de R$ 998 para R$ 1.039.

Agora, contudo, com o propósito de repor integralmente a inflação, o reajuste foi elevado em R$ 6,00.

Uma nova medida provisória será encaminhada ao Congresso estipulando o salário mínimo que valerá a partir de 1º de fevereiro.

Desse modo, o novo salário mínimo custará aos cofres públicos, em média, R$ 2,3 bilhões, segundo informou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Além disso, o governo federal “possivelmente” anunciará uma arrecadação extraordinária em torno dos R$ 8 bilhões em uma semana.

Para o ministro Guedes, esse montante cobriria o reajuste. Ele não afirmou, no entanto, de onde viriam esses recursos mencionados.

Ademais, a possibilidade de um contingenciamento de recursos no futuro pode vir a ser necessária para compensar o reajuste.

Em 2019, o contingenciamento do governo gerou polêmica; no total, foram desbloqueados R$ 13,976 bilhões para os ministérios em 2019.

Foi em novembro que os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes, anunciaram o descontingenciamento total.


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