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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta terça-feira

Por Pablo Vinicius Souza
04 junho 2019 - 10:30
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Em nossa agenda doméstica, destaque para a divulgação da pesquisa de produção industrial, pelo IBGE, relacionada ao mês de abril.

O dia contou ainda com a publicação do Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo, pela Fipe, com apontamento de recuo em 0,02% no mês de maio. Em abril, o índice havia subido 0,29%.

Lá fora, os EUA divulgam o índice de condições empresariais de Nova York. Posteriormente, as encomendas à indústria de abril.

Na zona do euro, a taxa de desemprego recuou de 7,7% em março para 7,6% em abril.

De acordo com a Eurostat, agência oficial de estatísticas da UE, este foi seu menor nível desde agosto de 2008.

Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 1,2% em comparação anual de maio.

O resultado indica uma desaceleração ante ao aumento de 1,7% registrado no mês anterior, conforme dados preliminares da Eurostat.

Na Austrália, o Banco Central reduziu seu juro básico em 0,25 ponto porcentual, para a nova mínima histórica de 1,25%.

Essa se configura em sua primeira redução da taxa desde agosto de 2016.

O que cairia bem?

Os investidores ficaram “viciados” em estímulos monetários por parte dos bancos centrais desde a crise em 2008 e agora estão carentes por novidades – especialmente em meio a dados de atividade econômica mais fracos ao redor do mundo. No momento, acreditam que cortes nos juros cairiam bem. Por essa razão, estão de olho em cada fala do Fed (banco central norte-americano) que dê indícios de que novos estímulos possam ser dados como o de ontem, de um dos diretores do Fed, que foi o suficiente para animar os mercados que não subiam de forma alguma. Só isso para acalmar em meio a ambiente pouco amigável entre EUA e China, que não trouxe novidades nesta terça-feira gelada.

Por aqui, a MP 871 que prevê um pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS passou nos últimos minutos antes de caducar. Foi, mas ainda falta o dinheiro, que será a nova tarefa do Executivo no Congresso. Porém, para os investidores, os próximos trâmites não são tão importantes. Para eles, o mais relevante é que o governo está conseguindo caminhar e que o sucesso da aprovação da reforma da Previdência ocorrerá de qualquer forma. Portanto, também estão na expectativa de que a Selic caia por aqui para que seja um impulso extra à economia que ainda não tem forças para crescer.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

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