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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta quinta-feira

Por Pablo Vinicius Souza
30 maio 2019 - 10:17
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

O penúltimo dia útil da semana e também do mês de maio está carregado de índices econômicos importantes.

Em nossa agenda doméstica, destaque especial para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao primeiro trimestre do ano.

Além de destaque para o PIB, também está a publicação do Índice Geral de Preços (IGP-M) de maio, pela FGV.

Ademais, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve se reunir no meio da tarde de hoje.

Lá fora, os Estados Unidos chamam a atenção com a publicação da segunda estimativa do PIB deste trimestre do ano.

Ao contrário do Brasil, a mercado especula um crescimento de 3% a taxas anualizadas.

Outros índices econômicos são aguardados, como os números da balança comercial, mas também pedidos de auxílio desemprego.

Ainda pela manhã, são aguardados os números de vendas pendentes de imóveis, assim como o índice de preços do PCE.

Ainda nesta quinta-feira (30), a Energy Information Administration (EIA), deve divulgar dados relacionados ao mercado de petróleo.

Anteriormente, um relatório emitido pelo American Petroleum Institute (API) estimou que o volume estocado de petróleo bruto nos Estados Unidos tenham recuado 5,3 milhões de barris, na semana encerrada em 24 de maio. O saldo excede as expectativas de analistas.

Dia de PIB

Hoje, o que importa é como estão o crescimento dos EUA, Brasil e China. Todos querem mesmo é saber como que está o pulso de cada um dos países. Os EUA deve ser a única exceção do grupo a não apontar uma desaceleração. Contudo, o foco está em quais serão os possíveis impactos da guerra comercial para as duas economias, já que ninguém sairá incólume após essa disputa. Com isso, a quinta-feira é de aversão ao risco novamente e maio caminho para ser mais um mês sangrento com o pior desempenho do S&P (índice composto pelas 500 ações mais negociadas em Nova York) desde dezembro.

Por aqui, todas as projeções de crescimento estão sendo revistas para baixo. Em parte, devido ao otimismo exacerbado de que conseguiríamos recuperar a confiança mais rápido e também, devido a idealização de que a aprovação da reforma da Previdência viria mais rápido (e sem tantos percalços). Fato é que este ano, não será de forte crescimento, mas ainda de início de retomada de um país que tem potencial para ser um dos emergentes de destaque. Para mim, a marcha ré é temporária. É claro que faltam alguns ajustes, como as reformas, para que aí sim, todo o ciclo possa virar em apenas uma direção: crescimento.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

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