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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta quarta-feira

Por Pablo Vinicius Souza
05 junho 2019 - 10:28
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

Em nossa agenda doméstica, destaque para o índice de gerentes de compras (PMI) composto, assim como o de serviços, ambos relacionados ao mês de maio e publicados pela Markit.

Ademais, o Banco Central divulgará a posição de câmbio dos bancos.

Nos Estados Unidos, o dia é marcado pelo relatório de criação de empregos privados, relacionado ao mês de maio (ADP).

Posteriormente, o índice de gerente de compra (PMI) composto de maio será publicado, assim como os dados da atividade do setor de serviços.

Além disso, os dados de estoques de combustíveis também estão previstos para hoje, assim como a publicação do Livro Bege, pelo Fed, que atualizará o mercado quanto a economia norte-americana.

Em uma semana de muitos indicativos econômicos na zona do euro, esta quarta-feira (5) não está sendo diferente.

A região viu suas vendas do varejo recuar 0,4% no mês de abril ante março, de acordo com a Eurostat, agência oficial de estatísticas da União Europeia.

Este resultado está em contraste com a previsão de analistas consultados anteriormente pelo The Wall Street Journal, de 0,2%.

Ademais, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) também recuou (0,3%) no período, segundo a Eurostat.

Desse modo, as expectativas dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal, que previam alta mensal de 0,3%, foram frustradas.

Em contrapartida, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) atingiu o maior nível em três meses.

De acordo com a IHS Markit, o índice que engloba os setores de serviços e industrial, subiu de 51,5 em abril para 51,8 em maio.

Trabalhadores de Brasília

Como havia comentado ontem, a possibilidade de novos estímulos oferecidos pelo banqueiro central mais poderoso do mundo (leia-se corte de juros) são realmente o que os investidores desejavam para renovar os ânimos. Ao menos no curto prazo, há um novo fator que faz as Bolsas ganharem força mundo afora. Enquanto isso, o restante é exatamente o mesmo: quais serão os impactos da guerra comercial e fim do maior ciclo econômico para as economias globais? O importante agora é medir o pulso para saber qual será o nível e ritmo de desaceleração das principais economias. Atenção hoje aos dados de emprego nos EUA e dados de atividade do setor de serviços nos EUA e na Europa.

Por aqui, Brasília está agitada. Dentre os destaques: o Supremo vai julgar se o governo pode vender estatais sem aval do Congresso, que é fundamental para sabermos como serão as privatizações (tão prometidas) daqui para frente; há a decisão sobre um projeto de lei que faria com que o governo descumpra a regra de ouro; e possível alteração do marco legal do saneamento. Ufa. Além disso, Bolsonaro admitiu que não conta com votos o suficiente para aprovar a reforma da Previdência – mas ainda assim, todos seguem confiantes de que é uma questão de tempo para que este cenário mude.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

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