Mercados

Reunião do Federal Reserve, IGP-M e mais destaques

Por Bruna Santos
09 junho 2020 - 08:44 | Atualizado em 09 junho 2020 - 11:55

O otimismo global dá uma trégua nesta terça-feira (9), dia em que o Federal Reserve, banco central dos EUA, inicia mais uma reunião no ano. Enquanto o mercado aguarda o encontro que definirá sobre as taxas de juros, os índices europeus operam em queda, assim como os futuros de NY.

Até mesmo o principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, recuava 1,56% próximo das 8h21, cotado a US$ 32,75 no pré-mercado.

A expectativa dos investidores é que a instituição mantenha seu compromisso com a compra ilimitada de ativos e, desse modo, confirme os estímulos em meio à pandemia da Covid-19 que balançou o mercado de liquidez em níveis históricos.

Em contrapartida, os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta na sessão, acompanhando a extensão dos ganhos da semana passada contabilizados ontem em Wall Street.

Nesse sentido, os principais índices do continente subiram, com exceção do Nikkei (-0,38%), da Bolsa do Japão. O Kospi, de Seul, avançou 0,21%, seguido do Hang Seng, de Hong Kong (+1,13%). O Xangai Composto avançou 0,62%, e o Shenzen Composto subiu 0,67%.

Agenda econômica esvaziada; reunião do Federal Reserve é destaque

Além de acompanhar a reunião de dois dias do Federal Reserve, o mercado monitora mais um dado do mercado de trabalho dos EUA: o Jolts.

No Brasil, o mercado se prepara para o início do período de silêncio dos dirigentes do Banco Central, antes da reunião do Copom. No âmbito econômico, a FGV divulga na manhã de hoje a primeira prévia do IGP-M de maio.

Logo mais, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Fabio Kanczuk, irá participar do evento virtual “Política monetária no Brasil da pandemia”, realizado pelo Credit Suisse.

No âmbito político, destaque para o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das ações que pedem cassação do presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. A tendência do plenário é arquivar os processos por falta de provas, segundo especulações do mercado.


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