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Resultado trimestral da Smiles é o maior em três anos, mas seu lucro líquido cai em 2018

Por Pablo Vinicius Souza
15 fevereiro 2019 - 11:14
Smiles Fidelidade

A Smiles registrou no quarto trimestre de 2018 seu melhor resultado em três anos, isto é, desde que passou a ser listada na bolsa de valores.

Controlada pela companhia aérea Gol – antes sua concorrente no mercado de aviação e programa de fidelidade, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 164,6 milhões, alta de 33,8% ante ao mesmo período de 2017.

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Esse, contudo, não foi o único índice positivo do último trimestre do ano, uma vez que todos os indicadores financeiros e operacionais da empresa de fidelidade foram recordes.

Também em destaque, de acordo com o release de resultados disponibilizado pela empresa na noite de ontem (14), o resgate de milhas favoreceu o impressionante resultado.

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A taxa de integrantes do programa cresceu 12,4% frente ao quarto trimestre do ano anterior, totalizando 15,4 milhões de pessoas que geraram 24,2 bilhões de milhas, alta de 31,5% nos últimos três meses de 2018.

O volume de milhas acumuladas avançou 20,4% de um ano para o outro, ao passo que o volume de milhas resgatadas bateu o recorde de 24,2 bilhões, alta de 31,5% frente aos últimos três meses do ano anterior.

Receitas relacionadas a taxa de cancelamento, incentivos à venda do cartão de crédito co-branded e taxa de administração do programa de fidelidade da companhia aérea Gol, subiram 19,2% ante ao quarto trimestre de 2017, somando R$ 6,2 milhões.

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Enquanto isso, a receita líquida da Smiles cresceu 18,9%, para R$ 278,9 milhões. A companhia atribuiu o salto ao maior volume de milhas resgatadas no período.

As despesas operacionais recuaram 18,4% e fecharam o trimestre em R$ 62,1 milhões, devido à apuração de créditos fiscais extemporâneos. O lucro operacional, por outro lado, saltou 37,6% no mesmo período, chegando aos R$ 200,4 milhões.

O saldo positivo afetou positivamente a margem operacional, levando a um crescimento de 9,8 pontos percentuais, para 71,9%.

Ainda de acordo com o release, O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 37,4%, para R$ 205,0 milhões.

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Sua receita financeira líquida recuou 7,5%, em decorrência da queda da taxa CDI, que saiu de 9,93% ao ano em 2017, para 6,40% ao ano no final do ano passado. Com isso, o saldo ficou em R$ 41,8 milhões.

Apesar dos recordes batidos no último trimestre do ano, em 2018 a Smiles caiu 15,1% ante a 2017, ao registrar um lucro líquido de R$ 645,8 milhões.

Em compensação, a receita líquida cresceu 9,8% no mesmo período, fechando o ano em US$ 987,4 milhões. O Ebitda cresceu 14,7%, para R$ 759,3 milhões.

Antes do impressionante resultado obtido no quarto trimestre, a Smiles já havia sofrido impactos negativos nos nove primeiros meses do ano, como a alta do dólar ante o real e a perda de receita financeira com a queda na taxa básica de juros no país.

“Apesar de ter sido um ano com muitos desafios — eleições presidenciais, inflação e a instabilidade cambial –, a companhia encontrou boas oportunidades de negócio, aumentando a relevância dos destinos nacionais, que colaboraram para o crescimento saudável e o engajamento da base de clientes”, afirmou o presidente da Smiles, Leonel Andrade.

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Além dos seus resultados, a companhia destacou a expansão internacional realizada no trimestre, incluindo o lançamento da Smiles Argentina e a parceria com o Nubank.

Leonel Andrade afirmou que a operação na Argentina terá início nos próximos dias. “A subsidiária recebeu ontem a última licença para começar a operar. A operação já está pronta e deve começar nos próximos dias. A expectativa é ter números de desempenho já no primeiro trimestre”, disse.

De acordo com o Valor Econômico, o investimento inicial para a montagem da subsidiária foi de R$ 20 milhões. Em 2019, a companhia pode investir mais R$ 50 milhões.

Hoje, a Smiles já atende 300 mil clientes na Argentina. Essa quantidade de participantes representa, em média, 2% do total de usuários cadastrados, mas pode vir a se tornar 25% a 30% com o avanço do novo projeto.

Você pode conferir o demonstrativo financeiro da companhia na íntegra, clicando aqui.

Logo mais, às 11h no horário de Brasília, a empresa de fidelidade transmite sua teleconferência para comentar os resultados, com tradução simultânea para o inglês.

A queda do lucro líquido anual não foi o bastante para negativar os papéis da Smiles após sua sequência de recordes no trimestre. Nesta sexta-feira (15), os índices da empresa já somam uma valorização de 2,55%, com ações negociadas a R$ 49,85, às 10h28.


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