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Repressão da China às criptomoedas e Evergrande estão no radar dos investidores

Por TradersClub
24 setembro 2021 - 10:02 | Atualizado em 24 setembro 2021 - 10:03
PIB da China

São Paulo, 24 de setembro – A sexta-feira começa com aversão a risco e cautela nos mercados globais após dois dias de alta. A repressão da China ao mercado de criptomoedas e a crise de dívida da Evergrande estão no radar dos investidores.

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No Brasil, a expectativa é pela inflação do IPCA-15, com consenso da Mover apontando alta de 1,02% mensal, que pode alimentar o sentimento que leva bancos e casas de análise a projetar taxa básica de juros acima do Banco Central em 2022. Outro ponto de atenção serão falas de dirigentes do Federal Reserve após a decisão de política monetária de quarta-feira.

Mercado internacional

O petróleo Brent opera nos níveis máximos desde 2018, acima de US$77 por barril, e o minério de ferro voltou a subir em Dalian. Os futuros dos índices americanos perdem cerca de meio ponto percentual, enquanto Europa recua com ações de tecnologia, indústria e do setor imobiliário.

Os ativos sensíveis às variações nas taxas de juros futuros oscilavam bastante após os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano dispararem 7,6 pontos-base na véspera.

O Bitcoin perdia mais de 7%, na casa dos US$41 mil, depois que o governo chinês decretou ilegalidade de todas as transações com criptomoedas. Os riscos de a crise de dívida da incorporadora Evergrande se espalhar pelos sistemas financeiros permanecem, com investidores aguardando confirmação de pagamentos de dívidas que venceram ontem.

Ibovespa, câmbio e juros

O Ibovespa deve seguir o exterior mais cauteloso e abrir em queda após registrar sua melhor sequência de três dias desde maio. O EWZ perdia 1,12% no pré-mercado em Nova York, com altas nas ADRs de Vale e Bradesco contrastando com quedas de Itaú e Petrobras.

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O dólar futuro deve seguir outras moedas e abrir em queda, de olho no dado do IPCA-15 e no sentimento global de aversão a risco.

Taxas de juros futuras deverão seguir o câmbio e responder ao dado de inflação, de olho nos yields do Tesouro americano.

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