Política

Renúncia de Moro pode dificultar entrada do Brasil na OCDE, diz organização

Por Bruna Santos
07 maio 2020 - 07:21 | Atualizado em 07 maio 2020 - 07:29

A entrada do Brasil na OCDE ganhou um novo obstáculo desde a renúncia de Moro, que acusou o presidente Bolsonaro de querer interferir na PF.

Embora o presidente e sua família neguem ter cometido irregularidades, Drago Kos, presidente do grupo de trabalho sobre corrupção da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), instou as autoridades brasileiras que investiguem as acusações.

Os estados membros da OCDE são muito rigorosos quanto a adesão ao grupo, por isso, “espera que o Brasil use isso como uma oportunidade”, disse. Em entrevista, Koss disse ainda que “se as coisas não forem para o lado certo, nossos estados membros saberão como lidar com isso”.

Segundo o chefe do braço anti-corrupção no clube dos países mais ricos, é preciso “ter certeza absoluta de que o Brasil não está retrocedendo.”

A entrada do Brasil na OCDE elevaria o status do Brasil e, portanto, já vem sendo pleiteada por Bolsonaro há mais tempo. Desse modo, o país manobra pelo apoio dos Estados Unidos, mas também para garantir que o país atenda aos padrões necessários (políticos e econômicos).

Kos disse ter ficado impactado com a renúncia de Moro e, entrevista à Bloomberg, segundo publicou o Estadão, questionou “quão livres” os policiais, promotores e grandes especialistas em lidar com casos de corrupção estarão para desempenhar seu trabalho.

Uma videoconferência para discutir este e outros assuntos relacionados à candidatura do Brasil está prevista para junho.

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