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Relatório trimestral de inflação; dívida pública; PIB norte-americano e mais indicadores

Por Bruna Santos
26 setembro 2019 - 10:34

O Banco Central divulga hoje (26) seu relatório trimestral de inflação do terceiro trimestre, com as projeções para o IPCA.

Além disso, a FGV informa nesta manhã a pesquisa da sondagem da indústria de setembro. Mais tarde, o Tesouro Nacional informa o relatório da dívida pública de agosto.

Lá fora, os Estados Unidos divulgam o PIB com sua terceira estimativa relacionada ao terceiro trimestre de 2019.

O mercado projeta um avanço de 2% anualizados na comparação trimestral.

Em paralelo, saem os índices dos preços do PCE e os números de pedidos semanais de auxílio-desemprego.

Também são aguardados os dados de vendas pendentes de imóveis e o índice de atividade industrial composto do Fed Kansas.

Na Europa, sai o Boletim Econômico do Banco Central Europeu. Posteriormente, o presidente da instituição, Mario Draghi, deve discursar.

Os empréstimos bancários a empresas da zona do euro aceleraram no mês passado e se igualou à máxima do pós-crise alcançada no ano passado, informou a Reuters, baseado nos dados publicados pelo BCE nesta quinta-feira (26).

Conforme publicado, os empréstimos saltaram 4,3% na comparação anual de agosto, ficando acima da taxa de 4% do mês anterior.

Desse modo, o índice chegou ao ritmo mais acelerado desde setembro de 2018. O crédito às famílias aumentou 3,4%.

Na Alemanha, o indicador de sentimento do consumidor subiu para 9,9 pontos, ante 9,7 no mês anterior.

A leitura, realizada pelo GfK, superou o consenso de uma pesquisa da Reuters previa que o indicador permanecesse em 9,7.

Muito barulho, poucos efeitos práticos

O cenário exterior amanheceu mais calmo. Depois das emoções com o pedido de impeachment de Trump, discursos na ONU e monitoramento da guerra comercial, ao que tudo indica, caminhamos para um dia de respiro. Como tem sido, são mais ruídos e distrações que causam volatilidade no curto prazo do que efetivamente decisões que estejam trazendo mudanças. Vide guerra comercial que entre troca de farpas e tuítes, trouxe ligeiros avanços com a retirada de algumas tarifas, mas não tem nenhuma decisão firmada. Ontem, Trump animou a todos quando disse que um acordo com a China está mais próximo do que o esperado. Acompanharemos, já que a fala pode ter sido para tirar o foco do impeachment e do processo eleitoral para presidente do próximo ano, que, pelo visto, já começou.

Por aqui, por mais que o governo tente passar a imagem de que está tudo certo e que teremos até o fim do ano a PEC do pacto federativo, reforma tributária e reforma administrativa no Congresso, ainda é necessário acompanhar o andamento da reforma da Previdência no Senado. Ao menos a pauta mais importante de 2019 deve passar e sem tantas desidratações. É a mesma história: mais promessas do que avanços efetivos.

Um fato importante para ser monitorado é que os bancos continuam sem repassar aos clientes os efeitos de uma taxa Selic em suas mínimas históricas. Por isso, não se engane na hora que estiver em seu banco e achar que encontrará juros menores, estes estão restritos ao rendimento em renda fixa. A taxa média de juros no crédito livre caiu de 52,2 por cento ao ano em julho para 52,1 por cento ao ano em agosto. A taxa do cheque especial também continua altíssima: 306,9 por cento. Ou seja, o crédito continua caro e os bancos ganhando dinheiro.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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