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Relatório Focus reduz pela primeira vez expectativas de crescimento do PIB abaixo de 2% em 2019

Por Eloiza Amaral
01 abril 2019 - 12:07
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Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados para a formulação do Relatório Focus reduziram as expectativas para o crescimento da economia brasileira de 2% para 1,98% este ano.  Esta é a primeira vez que o índice marca um patamar abaixo de 2% em 2019.

Os dados que apontam a diminuição do PIB foram divulgados nesta segunda feira (1) pelo Banco Central, através do boletim de mercado, que é resultado de um levantamento semanal feito com mais de 100 instituições econômicas, e mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, calculando a evolução econômica.

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Para 2020, as estimativas de avanço do PIB também recuaram, indo de 2,78% para 2,75%, enquanto que para 2021 e 2022 as projeções se mantiveram estáveis em 2,5%.

No relatório de inflação de 2019, divulgado pelo Banco Central na semana passada, a instituição financeira já havida reduzido as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto de 2,4% para 2% em 2019.

O BC acredita que isso se deve a diminuição do crescimento do mercado entre 2018 e 2019, aos desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral, às reduções em prognósticos para a safra agrícola e à moderação no ritmo de recuperação com base em indicadores divulgados anteriormente.

Inflação

Segundo os analistas, as expectativas inflacionárias calculadas pelo IPCA se mantiveram em 3,89%, sendo que a meta para 2019 é de 4,25%, e de 4% no próximo ano. A meta será oficialmente cumprida nos próximos anos se o indicador oscilar entre 1,5% para mais ou para menos no período.

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Taxa Selic

Para 2019, as estimativas para a Selic se mantiveram em 6,5%. O mercado também seguiu a expectativa para o índice em 2020 de 7,5%. A Selic serve como base de referência aos demais índices de juros econômicos, e é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional diariamente. Quando aumentada, tem por objetivo conter a demanda aquecida, causando reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


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