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Relatório Focus reduz expectativas de crescimento do PIB de 1,95% para 1,71% em 2019

Por Eloiza Amaral
22 abril 2019 - 11:03
superávit da balança comercial

Pela oitava semana consecutiva o relatório Focus reduziu as expectativas de crescimento do PIB em 2019, desta vez de 1,95% para 1,71%. A pesquisa foi divulgada nesta segunda feira (22), pelo Banco Central.

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos num país, e é utilizado para medir a expansão econômica.

No início do ano, os especialistas de mercado estavam otimistas em relação ao desempenho da economia, com expectativa de aumento de 2,53%. No começo de março, no entanto, o cenário começou a mudar após a divulgação do resultado de 2018, com avanço de apenas 1,1%. As estimativas, então, foram reduzidas para 2,28% e a partir daí os números vem caindo semanalmente.

Através do primeiro relatório Bimestral de Receitas e Despesas para este ano, o Ministério da Economia também havia projetado uma melhora econômica de 2,2% este ano. Este relatório é utilizado pelo governo para atualizar projeções para indicadores fiscais e macroeconômicos

Tanto para 2021 quanto para 2022 as estimativas de expansão continuam a mesma, de 2,5%.

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IPCA

Para a inflação, o BC acredita que o avanço não será mais de 4,6%, mas sim de 4,1%. A meta para 2020 se manteve em 4%, e será oficialmente cumprida no próximo ano se o indicador oscilar entre 1,5% para mais ou para menos no período.

Para 2019 a meta central fixada é de 4,25%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

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Taxa Selic

Para 2019, as estimativas para a Selic se mantiveram em 6,5%. O mercado também seguiu a expectativa para o índice em 2020 de 7,5%.

A Selic serve como base de referência aos demais índices de juros econômicos, e é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional diariamente. Quando aumentada, tem por objetivo conter a demanda aquecida, causando reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


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