Política

Reforma tributária: tributo sobre transações será discutido mais à frente, afirma Guedes

Por Fast Trade
05 agosto 2020 - 16:00 | Atualizado em 05 agosto 2020 - 17:17
PEC dos Precatórios
Reprodução: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A comissão mista da reforma tributária, formada por senadores e deputados, recebeu hoje o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a pauta por videoconferência.

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De acordo com o economista, a criação do tributo sobre transações para desonerar a folha de pagamentos será discutida mais à frente.

Nesse contexto, ele reiterou que a tributação sobre a folha é uma “arma de destruição de massa” de empregos. Além disso, a desoneração atenderia uma demanda do setor de serviços.

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CPMF

Polêmica, a criação de um imposto nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) voltou aos holofotes nesta quarta-feira (5). Segundo Guedes, a relação entre o novo tributo sobre pagamentos e a CPMF é inadequada.

“Agora nós não conseguimos ainda tributar corretamente e isso é uma peça importante que, sim, nós estamos estudando, e temos falado sobre isso o tempo inteiro e as pessoas inadequadamente, por maldade, por ignorância, falam que isso é nova CPMF. Mas não tem problema, o tempo é senhor da razão”, completou.

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Ele também avaliou que o relator da reforma tributária, e também deputado, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), cometeu um “certo excesso” ao dizer que há uma tentação “medieval” de elevar tributos.

“Ele sugeriu que a Netflix e a Google já existiam na Idade Média”, afirmou. “Foi um exagero que ele cometeu talvez em resposta quando eu disse que o IVA era um imposto industrial da metade do século passado”, completou.

Em entrevista ao “Jornal da Manhã”, da rádio “Jovem Pan”, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou a hipótese de nova CPMF.

“Novo imposto como a CPMF, eu vou votar contra independente da qualidade do imposto”, afirmou. Depois, Maia destacou que a “sociedade cansou de pagar impostos”.

“Esse é um imposto ruim, porque ele gera muitas distorções na economia, então, atrapalha muito mais do que ajuda”, disse.

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CBS na reforma tributária

De volta ao encontro virtual entre a comissão mista da reforma tributária e o ministro da Economia, Guedes disse que está disposto a reduzir a alíquota de 12% prevista para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) na proposta encaminhada pelo governo ao Congresso.

“Se for possível baixar CBS para 10%, 9%, 8%, é o que queremos. Se aumentar a arrecadação, vamos reduzir a alíquota.” Ele ainda afirmou que o desejo do governo é que o imposto seja o menor possível.

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