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Recorde em produção e desvalorização do Real favorece exportações agro

Por Bruna Santos
06 novembro 2018 - 09:52

A economia agroexportadora brasileira atingiu um crescimento recorde de 10% em 2018 de acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e faturou US$ 76 bilhões na parcial do ano, favorecido pela recuperação do dólar nesse mesmo período.

De janeiro a setembro, a quantidade de produtos exportados superou 1% à do mesmo período do ano anterior e nos meses subsequentes o Brasil tem continuado a estabelecer novos recordes de exportação agro em favor de um volume excepcional e a desvalorização do real.

A grande estrela das exportações este ano é a soja em grão que tem enchido os olhos não apenas dos produtores, como também dos importadores.

Esse crescimento tem outro grande agente ativo: a China que, de acordo com o Cepea, absorveu quase 80% das vendas brasileiras da oleaginosa em 2018. Isso porque a produção commodities da China está cada vez mais se distanciando da demanda e consumo interno do país, o que é um grande motivador para que a potência asiática se torne ainda mais dependente da importação brasileira.

Principais importadores

Embora a soja seja hoje o insumo mais requerido pela China, o país mantém seu posto de principal importador do agronegócio brasileiro, totalizando mais de 34% de participação ativa, seguida pelos países da Zona do Euro (13%) e dos Estados Unidos (6%).

Além do grão, a carne bovina é um dos principais produtos exportados com destino à China que só perde em importação desse produto para Hong Kong. De janeiro a setembro, quase 28% das carnes exportadas pelo Brasil tiveram a China como destino.

Já com uma grande e ativa participação no agronegócio brasileiro, a probabilidade é que o mercado se expanda ainda mais em virtude de um novo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que, nesta segunda feira (5) recebeu o embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang.

Expectativa para os próximos meses

A demanda internacional tem se mantido firme e contínua, com fortes projeções para um crescimento nos próximos meses, visto que a China demonstra grande disposição em aumentar suas compras em alimentos no país.

Outro fator influenciador é a inflação ao redor da meta e a redução nas taxas de juros que podem favorecer os investimentos na produção agrícola e contribuir para que a oferta brasileira de alimentos, fibras e energia continue em expansão nos próximos meses, ao passo que a estabilidade da moeda nacional deve acontecer conforme acontece a definição do quadro político nacional.

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