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Recessão mundial; cai previsão para PIB 2020; Brasil fechará fronteira e outros destaques

Por Bruna Santos
18 março 2020 - 08:25
1º pregão do ano

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) prevê uma recessão mundial em 2020, conforme informou ao mercado.

Em comunicado, a S&P destacou o avanço da pandemia de coronavírus, a redução do crescimento, assim como os mercados voláteis.

Segundo a instituição, o PIB mundial em 2020 deve subir apenas entre 1% e 1,5%.

Diante dos impactos do Covid-19, o ASA Bank reduziu sua estimativa para o PIB brasileiro 2020: de +1,2% para zero.

Na avaliação da instituição, a restrição de circulação de pessoas pode aumentar conforme o número de casos confirmados sobe, o que deve impulsionar medidas de distanciamento social.

Em razão do cenário desinflacionário, a instituição monetária estima que o IPCA deve subir 2,5% em 2020 (ante 2,6%).

Para 2021, o indicador deve avançar 3,4%, ante os 3,5% projetados anteriormente pelo banco.

Segundo o ASA Bank, o PIB da Zona do Euro pode recuar 1,0%, o do EUA deve ter crescimento nulo.

A LCA Consultores projeta que o PIB brasileiro pode recuar 0,4% este ano e crescer 1,8% no ano que vem.

No cenário-base, o PIB avançaria 1,7% e 2,5% em 2020 e 2021, respectivamente.

Pedido de calamidade pública; impeachment de Bolsonaro chega à Câmara; reunião do Copom

O governo federal pedirá ao Congresso Nacional pela aprovação do reconhecimento de estado de calamidade pública no país.

A medida, prevista no Artigo 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), dispensaria a União do cumprimento da meta de resultado fiscal para 2020 de déficit primário de R$ 124,1 bilhões.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou o fechamento parcial da fronteira do Brasil com a Venezuela pelo prazo de 15 dias.

Segundo ele, a medida – já publicada no Diário Oficial – é para impedir o colapso do sistema de saúde de Roraima. O trânsito de mercadorias será mantido.

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (17), por unanimidade, um projeto que autoriza o uso de saldos que estão parados em contas governamentais para o combater o Covid-19. O texto pode liberar R$ 6 bilhões, conforme as estimativas da relatora Carmen Zanotto (Cidadania-SC).

O primeiro pedido de impeachment de Bolsonaro chegou à Câmara. Cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Maia, dar seguimento à demanda.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a crise do coronavírus não deve levar as indústrias brasileiras de aves e suínos a cortar produção e nem mesmo promover férias coletivas a trabalhadores.

Nos Estados Unidos, o governo prepara um pacote de estímulo de US$ 1 trilhão para fortalecer a economia.

Na Europa, a inflação da zona do euro desacelerou a 1,2% em fevereiro e o superávit comercial da região contraiu a 17,3 bilhões de euros em janeiro, mostrou a Eurostat.

O BC da Islândia cortou juros pela segunda vez em uma semana, em 0,50 ponto porcentual, de 2,25% a 1,75%.

Por aqui, grande expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic do Brasil.

Embora o mercado especule, não se sabe ainda o destino dos juros básicos da economia por causa dos últimos acontecimentos.

Petrobras pode ter que cortar dividendos; IPO; CVM e B3 descartam fechamento da Bolsa

A fim de minimizar os efeitos do Covid-19 e da guerra de preços de petróleo, a Petrobras (PETR3/PETR4) avaliará a possibilidade de ajustes de curto prazo no seu plano negócios que engloba investimentos e desinvestimentos para um período de cinco anos.

Na avaliação da agência de classificação de riscos Moody’s, a estatal do petróleo pode ter que cortar seus dividendos.

Na oferta inicial de ações (IPO) da Priner, o investidor pessoa física compraram cerca de 36% do total de papéis.

De acordo com o anúncio de encerramento da operação, 9,6 mil pessoas físicas compraram os ativos da companhia, que presta serviços industriais para empresas de óleo e gás e mineração.

No Varejo, o Carrefour Brasil comunicou ao mercado o fim da parceria com o Magazine Luiza que envolvia a operação da área de eletroeletrônicos das lojas de hipermercado.

Dando sequência aos destaques corporativos, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 negam um possível fechamento dos mercados.

Segundo o Valor Investe, algumas Bolsas internacionais começaram a estudar medidas nesse sentido diante da escalada da pandemia do coronavírus.


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