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Receita com cessão onerosa pode ficar para o ano que vem, admite o Tesouro Nacional

Por Pablo Vinicius Souza
30 abril 2019 - 11:24
recuperação econômica; ministério da economia

Embora um dos assuntos mais badalados do governo esteja próximo do fim, ainda há um considerável caminho a ser trilhado.

Recentemente, o Tesouro Nacional entregou uma perspectiva de que os recursos da cessão onerosa podem ser recebidos apenas em 2020.

O saldo projetado é de R$ 106 bilhões, montante que deve ser pago pelas petroleiras vencedoras da disputa.

A expectativa é que o pagamento contribua para amenizar o déficit primário de R$ 132 bilhões previsto para este ano.

Ademais, só em março a Secretaria do Tesouro Nacional apontou um déficit primário de R$21,108 bilhões nas contas do governo.

Ainda assim, eventuais atrasos no processo de findar a cessão onerosa podem postergar a receita para o ano que vem.

De acordo com o secretário do órgão, Mansueto Almeida, o pagamento deve ser realizado em 13 de dezembro.

Isso porque a data foi definida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de acordo com o Valor Econômico.

Em paralelo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, concordou em distribuir aos Estados uma parcela dos R$ 106 bilhões previstos.

Há, no entanto, um condicionamento: que haja avanço na votação da reforma da Previdência.

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