Dólar e Câmbio

Realização de lucros e PIB da China pressionam alta do dólar

Por Fast Trade
17 abril 2020 - 11:43 | Atualizado em 22 abril 2020 - 01:48
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O dólar comercial oscilava em alta nesta sexta-feira (17), refletindo o embate entre o movimento de realização de lucros e o forte declínio do PIB da China.

Nessa situação, os investidores optaram por um amplo ajuste de posições, que vem se consolidando com o aumento da demanda por ativos mais seguros e líquidos.

Isso porque, a economia chinesa sentiu intensamente os impactos do coronavírus e viu seu Produto Interno Bruto (PIB) contrair 6,8% no primeiro trimestre de 2020.

E mesmo sendo o pior resultado para o desempenho do gigante asiático desde 1992, o mercado previa um tombo ainda maior, de modo que as perspectivas ainda são otimistas.

No câmbio interno, apesar da volatilidade, o mercado apresentava um viés de realização de lucros após quatro sessões de altas consecutiva da divisa americana e isso limitava a depreciação do real.

Além dos aspectos técnicos, as incertezas no cenário político após a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, refletiam um ambiente mais adverso.

Contudo, as expectativas pela descoberta de um medicamento eficaz no combate ao Covid-19 atenuavam as tensões do momento.

Segundo um ensaio clínico dos pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA), cerca de 125 pacientes contaminados com o vírus que tomaram a droga experimental remdesivir, se recuperaram rapidamente.

Ás 11h40 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,17% contra o real, sendo cotado a R$5,2640 na venda.

Dólar opera estável com realização de lucros e PIB da China

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam majoritariamente em alta, acompanhando a tônica de cambial e as turbulências do cenário político.

Ademais, a adição de prêmio de ricos atuava como um reflexo da deflação de 0,03% na segunda prévia de abril do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe).

O DI janeiro/2021 subia 0,66% sendo negociado a 3,07% (3,05% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 avançava 1,15% sendo vendido a 6,16% (6,12% no ajuste anterior).

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