Economia

Real tende a se desvalorizar com conflito entre os poderes, diz Wells Fargo

Por Fast Trade
08 setembro 2021 - 16:25 | Atualizado em 08 setembro 2021 - 16:55
governo central

Na avaliação da Wells Fargo, o real tende a continuar pressionado e desvalorizar com o acirramento do conflito entre os poderes. Isto porque, o presidente Jair Bolsonaro elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nas manifestações e isso causou um grande impacto no câmbio local.

Nesse sentido, o economista internacional e estrategista da Wells Fargo, Brendan McKenna, explicou que as instabilidades institucionais devem enfraquecer a moeda brasileira.

“Acho que, à medida que o Bolsonaro se torna mais agressivo com o Supremo Tribunal Federal e outras instituições no Brasil, a moeda provavelmente ficará sob pressão” – disse o economista.

Além disso, ele argumentou que os atos de 7 de setembro podem ser uma preparação para o que virá com as eleições de 2022 e isso deve tornar o real mais fraco.

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“As manifestações poderiam ter piorado muito do ponto de vista da segurança, e felizmente isso não aconteceu, mas acho que, se Bolsonaro continuar a pedir a seus apoiadores para se manifestarem ao seu favor, as condições podem se tornar mais hostis” – afirmou McKenna.

Desse modo, o cenário mais turbulento pode levar a venda generalizada de reais, pois, não há como saber o desfecho das tensões políticas. Por se tratar de uma moeda frágil, os juros também passariam por uma intensa deterioração e as condições macroeconômicas seriam agravadas.

Por fim, o executivo acredita que a postura agressiva do presidente deve prejudicar o mercado, o câmbio e a dívida soberana do país.

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