Economia

Rating e PIB brasileiro, PIB chinês: acompanhe os destaques econômicos

Por Bruna Santos
07 abril 2020 - 07:46 | Atualizado em 07 abril 2020 - 11:15
Risco Fiscal

Os desafios econômicos provocados pela pandemia do coronavírus fizeram com que a agência de classificação de risco Standard and Poor’s reafirmasse o rating do Brasil em BB-, mas revisasse a perspectiva de “positivo” para “estável”.

Além disso, de acordo com o recente relatório “Focus” divulgado pelo Banco Central, a estimativa para o PIB brasileiro contraiu.

Pela oitava semana seguida, os economistas do mercado financeiro reduziram a projeção do PIB 2020, assim como para a Selic. Nesse sentido, o PIB de 2020 passou de uma queda de 0,48% para um recuo ainda mais acentuado, de 1,18%.

Em contrapartida, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto para 2021 foi mantida pelos analistas financeiros em 2,50%.

Assim como o rating e o PIB brasileiro foram revistos, a taxa básica de juros também sofreu novas especulações. O indicador bateu a mínima histórica de 3,75% ao ano no mês passado, na primeira reunião do Copom de 2020.

Embora o avanço do coronavírus esteja dando indícios de estar enfraquecendo, os analistas do mercado financeiro projetaram na semana passada um novo corte de 0,5 ponto percentual na Selic, que contrairia para 3,25% ao ano, no começo de maio.

Por fim, a previsão é que a taxa permaneça nesse patamar até o fim de 2020.

No continente asiático, mesmo após dados oficiais da China indicarem uma retomada da atividade industrial e o setor de serviçosem março, a expectativa do estudo “Perspectivas do Desenvolvimento Econômico Chinês pós-Covid-19 e impactos para a economia brasileira”, elaborado pela Inovasia Consulting, é que o PIB local contabilize no primeiro trimestre de 2020 a primeira queda para o indicador em quarenta anos.


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