Mercados

Rali do petróleo continua e commodity fecha em alta após dados sobre estoques nos EUA

Por Bruna Santos
20 maio 2020 - 17:02 | Atualizado em 20 maio 2020 - 17:49
exportação de petróleo

Os preços do petróleo fecharam em alta novamente, no rali de recuperação que fez o WTI chegar a sua quinta sessão consecutiva de ganhos. Até mesmo o Brent, a referência global, voltou a fechar positivo, após escorregar na véspera.

Assim, os preços dos contratos para julho do WTI avançaram 4,78%, cotados a US$ 33,49 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Do mesmo modo, os contratos do Brent para o mesmo mês fecharam em alta de 3,17%, a US$ 35,75 o barril, na ICE, em Londres.

Impulsionado pela retomada gradual das atividades, o valor da commodity subia desde cedo. Após o Departamento de Energia dos EUA divulgar os dados sobre os estoques americanos de petróleo, o rali do petróleo se manteve positivo.

De acordo com o DoE, os estoques do maior produtor de petróleo do mundo diminuíram para 526,494 milhões de barris na semana passada. A queda contrariou a expectativa dos analistas consultados pelo “Wall Street Journal” (+1,4 milhão de barris no período), mas não derrubou os ganhos da sessão.

Em contrapartida, os estoques de gasolina aumentaram em 2,830 milhões de barris, fato que também contrariou as projeções de queda de 2,3 milhões de unidades. Desse modo, os estoques de gasolina dos Estados Unidos totalizaram 255,724 milhões de barris na semana passada.

Por um lado, especialistas indicam que esse aumento sugere que as refinarias continuaram aumentando a produção do combustível na semana passada. Vale lembrar que o Memorial Day, feriado nacional nos Estados Unidos, acontece na segunda-feira (25), o que também pode explicar o salto.

Por outro lado, o crescimento também indica que a demanda líquida de gasolina pode ter diminuído, o que pode ser um problema, já que a gasolina tem sido, até agora, o catalisador da recuperação do petróleo.

Mercado continua respondendo bem a cortes de produção da Opep+

De acordo com a Reuters, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se sente estimulada por um rali nos preços da commodity.

Em 10 de junho, a organização se reunirá virtualmente, quando já terá os dados completos de maio sobre a adesão ao acordo. Fontes indicam que a Opep+ pode manter o atual nível de redução de oferta mesmo após junho, em vez de reduzir os cortes a partir de julho, conforme previsto no atual acordo.


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