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Raízen capta R$900 milhões com CRA, mas ações das donas registram queda

Por Eloiza Amaral
25 março 2019 - 17:11

A Raízen, empresa com atividade nos ramos de produção de açúcar e etanol, transporte e distribuição de combustíveis e geração de bioeletricidade, aproveitou uma oportunidade no mercado, e captou, nesta segunda feira (25), R$900 milhões por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

A operação teve demanda recorde para ofertas locais de renda fixa com participação do grupo. Segundo a B3, CRA são ‘’títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.’’

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O vice-presidente-executivo de finanças da Raízen, Guilherme Cerqueira, disse à Reuters que a companhia também, por meio da subsidiária integral Raízen Fuels Finance, concluiu a contratação de uma linha sindicalizada de US$500 milhões com vencimento para daqui cinco anos.

Com o CRA, a Raízen, esperava receber inicialmente R$750 milhões, mas em função da demanda captou um montante que superou a expectativa em mais de duas vezes. A oferta foi realizada em duas séries, sendo a primeira com vencimento para 2025 e precificada a 96% do CDI, e a segunda com vencimento em 2026 e precificada a IPCA +4,04%.

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Sobre o financiamento, que será feito em dólares, envolve duas tranches: um crédito rotativo de US$300 milhões, que substituirá linha anterior de US$285 milhões contratada em 2015; e uma linha sacada, no valor de US$200 milhões de dólares, cujo montante será destinado ao pré-pagamento parcial da linha sindicalizada contratada em 2015.

”Nessas operações, as empresas cedem seus recebíveis para uma securitizadora, que emitirá os CRAs e os disponibilizará para negociação no mercado de capitais, geralmente com o auxílio de uma instituição financeira. Por fim, essa securitizadora irá pagar a empresa pelos recebíveis cedidos. Desse modo, a empresa conseguirá antecipar o recebimento de seus recebíveis” diz um informe do Ibovespa.

A Raízen é uma joint venture, criada a partir da união de parte dos negócios da Shell e da Cosan. Apesar da arrecadação, as ações das duas companhias registram quedas. O ativo da Cosan (CSAN3), negociado no Ibovespa, estava sendo negociado por volta de 16h50 com recuo de 3,72% e valor de compra por papel de R$43,51.


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