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Radar político; Caged; FGTS; crédito rural e destaques corporativos

Por Bruna Santos
25 julho 2019 - 08:52

Um acordo com os caminhoneiros está no radar político, de acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

A proposta, segundo o ministro, envolve a realização de “acordos coletivos” entre a categoria de transportadoras e embarcadores.

Objetivo é solucionar um ajuste no piso mínimo de frete de transporte rodoviário de cargas uma das principais reivindicações.

Desse modo, será possível prever a possibilidade de lucro para os caminhoneiros autônomos.

Também em destaque no radar político, duas medidas provisórias (MPs) caducaram essa semana.

A MP 877/2019 mudava a cobrança de quatro impostos na compra de passagens por órgãos públicos federais e a MP 878/2019, prorroga contratos temporários de pessoal no Iphan.

Desde o início do ano, seis MPs caducaram, incluindo a que facilitava a abertura e fechamento de pequenos empreendimentos (876/2019).

Lá fora, o investidor se volta para o Banco Central Europeu, que anuncia sua decisão sobre as taxas de juros.

Há grande expectativa de que o presidente do BCE, Mario Draghi, pressione por menores custos de empréstimos.

Confira aqui esses e outros destaques.

Indicadores econômicos: números de emprego; sondagem do comércio; IPC e mais

Em dia movimentado no âmbito dos indicadores econômicos, o destaque da agenda doméstica são os números de emprego do Caged de junho, divulgados pelo Ministério da Economia.

Posteriormente, a FGV informa a sondagem do comércio de julho e, o Banco Central, o resultado das transações correntes.

O dia reserva espaço para a divulgação do Investimento Estrangeiro Direto e o relatório mensal da dívida pública, pelo Tesouro.

No início do dia, a Fipe informou crescimento de 0,12% no IPC, referente a terceira quadrissemana deste mês.

Lá fora, o departamento do comércio nos Estados Unidos informa as encomendas de bens duráveis de junho.

Ademais, é dia de dados da balança comercial do mesmo período e os dados de auxílio-desemprego, do departamento do trabalho.

Ainda hoje, o Fed Kansas informa, às 12h00, o índice de atividade industrial composta de julho.

Nos indicadores econômicos globais, o Índice de Gerente de Compras (PMI) da Europa e do EUA decepcionaram as projeções.

Este resultado fomenta a expectativa de que o BCE e o Fed podem aliviar, em breve, suas respectivas políticas monetárias.

No âmbito corporativo, é dia de balanço da Ecorodovias, Fleury e Minerva após o fechamento do mercado, e lá fora, com destaque para a Volkswagen, Telefônica e Unilever.

Visão esperançosa

O movimento tão aguardado por investidores de corte de juros deve ser iniciado com o Fed (banco central norte-americano) para logo em seguida ser acompanhado pelos demais bancos centrais ao redor do mundo. Mas hoje, já tivemos a decisão do BCE (europeu) de manutenção da taxa e fala que deverá animar os mercados. Como apontou que a chance de que cortará os juros e que manterá uma política monetáriaexpansionista devido aos dados mais fracos de crescimento – que já começaram a aparecer – é alta, teremos comemoração nas Bolsas por hoje. Mesmo porque, na falta de gatilhos positivos, os investidores têm optado em se prender a indícios de que tudo irá melhorar (vide recordes históricos nas Bolsas americanas) e mais do que isso, que a desaceleração global será passageira e não culminará em uma grande crise.

Em terras tupiniquins, só se fala em crescimento lento e FGTS. A surpresa prometida por Paulo Guedes, o saque-aniversário a partir do ano que vem, não fez os olhos de ninguém brilharem. Mas a injeção deve ser de 42 bilhões de reais – e se tudo caminhar bem – o impacto pode chegar a 0,35 ponto percentual no PIB. Mas é importante destacar que a medida ainda precisa passar pela Câmara e que já tem o apoio de Maia para ocorrer no curto prazo e que apesar de o número não ser dos mais empolgantes, ao menos não irá afetar os financiamentos imobiliários.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

FGTS: mudanças podem acrescentar 0,35 ponto percentual ao PIB até o fim de 2020.

As mudanças no FGTS podem acrescentar 0,35 ponto percentual ao PIB até o fim de 2020.

Baseada na medida provisória de saques do FGTS/PIS/Pasep, a informação é da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia.

De acordo com o governo, a operação pode injetar até R$ 42 bilhões na economia no referido período.

Desse montante, as mudanças no FGTS preveem R$ 28 bilhões ao FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep em 2019.

Há expectativa ainda por mais liberdade aos trabalhadores, afirmou o presidente da República, Jair Bolsonaro após a assinatura da MP.

O texto assinado altera a Lei Complementar nº 26/1975 e modifica a Lei nº 8036/1990, instituindo o saque-aniversário no FGTS.

Apesar de ter validade imediata, é preciso que a medida provisória seja aprovada no Congresso Nacional em até 180 dias.

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Crédito rural: Caixa disponibiliza mais de R$ 7,5 bilhões no ano safra 2019/2020

A Caixa Econômica Federal irá disponibilizar mais de R$ 7,5 bilhões para as contratações de crédito rural da safra 2019/2020.

Disso, mais de R$ 4 bilhões serão destinados para as cooperativas e agroindústrias, com taxas de juros especiais e customizadas.

Além disso, mais de R$ 2,5 bilhões vai para a linha de industrialização, contra R$ 1,69 bilhão da safra anterior.

Destinado às operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, o montante é 50% maior que o disponibilizado no ano passado.

A Caixa também está planejando a aplicação de R$ 1 bilhão em Pronamp, 93,5% a mais que a safra 18/19.

De acordo com o comunicado, a nova linha de Pronamp investimento terá limite de até R$ 430 mil por beneficiário.

Ademais, taxa efetiva de juros prefixada será de até 7% (anual) e prazos de reembolso compatível com o projeto financiado.

Outra novidade anunciada para o crédito rural é a ampliação da fonte de recursos.

A Caixa pretende, por exemplo, aplicar mais de R$ 1,5 bilhão para as linhas de custeio sobre a LCA.

“O compromisso da Caixa é ser um agente público que atua na concretização da política agrícola estabelecida pelo Governo Federal. Nossa atuação preza em atender o cliente em todo o ciclo produtivo de forma sustentável, ofertando o crédito no momento adequado para o produtor”, destaca Julio Volpp, vice-presidente de Modelos de Varejo da Caixa.

Aqueles que estiverem interessados no financiamento, basta procurar qualquer agência autorizada da Caixa para operar com Crédito Rural.

Indústrias Romi negativa resultado líquido no 2T19

A companhia reportou resultado líquido negativo no 2T19, prejuízo ajustado de R$ 174 mil.

O resultado apresentado pelas Indústrias Romi representa melhora ante às perdas de R$ 18,263 milhões no primeiro balanço do ano.

Em contrapartida, houve um recuo considerável em relação ao lucro de R$ 5,37 milhões do 2T18.

A receita operacional líquida, por sua vez, cresceu 39% (R$ 167,859 milhões) em relação ao primeiro trimestre (R$ 120,766 milhões).

Na comparação anual, o crescimento foi mais modesto (6,2%). No segundo trimestre de 2018, as receitas somaram R$ 158,119 milhões.

Apesar do resultado líquido negativo, o Ebitda ajustado (R$ 6,688 milhões) reverteu o saldo negativo do primeiro (R$ 9,616 milhões).

Sua carteira de pedidos cresceu 21,5% na comparação anual, com destaque para as Unidades Máquinas Romi e Máquinas Burkhardt+Weber.

As respectivas Unidades apresentaram um crescimento de 37,2% e 18,3%, respectivamente.

Você pode conferir o resultado na íntegra clicando aqui e baixando o release corporativo disponibilizado pela Romi.

Carrefour tem lucro líquido de R$ 408 milhões no 2T19

O Carrefour registrou lucro líquido ajustado consolidado de R$ 408 milhões no segundo trimestre, revelando alta de 7,9%.

Esse comparativo refere-se ao 2T19. Desse modo, o Carrefour passou de R$ 378 milhões para R$ 408 milhões, conforme balanço.

Esse montante se baseia na norma IFRS 16, usada atualmente para que as empresas consigam se adequar aos padrões internacionais.

De acordo com a publicação, o IFRS 16 afeta a apresentação das transações de arrendamento na demonstração do resultado.

Isso implica na substituição das despesas com aluguéis por gastos com depreciação e juros.

Além de registrar um lucro líquido positivo, o Ebitda ajustado consolidado do Carrefour cresceu 19,6% neste mesmo trimestre.

O índice totalizou R$ 1,1 bilhão, com margem ajustada de 8,1%, conforme publicação.

Você pode conferir o resultado na íntegra clicando aqui e baixando o release corporativo disponibilizado pelo Carrefour.

Ademais, sua teleconferência de resultados está prevista para acontecer na manhã desta quinta (25), às 10h00 no horário de Brasília.

Petrobras movimenta US$ 1,5 bilhão com desinvestimentos em águas rasas

A Petrobras divulgou ontem (24), em nota oficial, uma operação que movimentou US$ 1,5 bilhão com desinvestimentos em águas rasas.

Essas transações referem-se a venda de ativos de exploração e produção em águas rasas nas Bacias de Campos, nos Polos Pampo e Enchova, para a Trident Energy, assim como a de Santos, no campo de Baúna (área de concessão BM-S-40), para a Karoon Energy, conforme publicação.

Atuante na América Latina e África, “a Trident Energy é uma empresa de óleo e gás constituída em 2016”.

Além disso, é especializada na operação de ativos de E&P maduros e possui suporte financeiro do Fundo Warburg Pincus.

O outro desinvestimento foi efetuado junto à Karoon, uma companhia internacional de exploração de óleo e gás, baseada na Austrália.

Segundo nota da Petrobras, a empresa está listada na Australian Securities Exchange, com projetos na Austrália, Brasil e Peru.

Na data da divulgação, realizada após o fechamento do mercado, o valor total em reais se aproximava dos 5,7 bilhões.

De acordo com a estatal, o valor transacional é US$ 851 milhões, montante que deve ser pago em duas parcelas.

A primeira parcela dos desinvestimentos foi de US$ 53,2 milhões, realizada na data da assinatura do contrato, ou seja, ontem.

Posteriormente, a parcela será de US$ 797,8 milhões, a ser pago no fechamento da transação, sem considerar os ajustes devidos.

“As transações estão alinhadas à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à geração de valor para os nossos acionistas”, conclui a Petrobras.

A conclusão das transações está sujeita ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Você pode conferir o comunicado na íntegra clicando aqui.


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