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Radar corporativo: Hapvida, Intermédica, Ultrapar e destaques da B3

Por Fast Trade
12 janeiro 2021 - 12:00 | Atualizado em 12 janeiro 2021 - 13:13

A proposta de fusão entre as operadoras de saúde Hapvida (HAPV3) e Intermédica (GNDI3) continuam no radar corporativo. Além disso, a Ultrapar (UGPA3) sofreu um ataque hacker nesta terça-feira (12) e opera em regime de contingência.

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Veja outros destaques que estão repercutindo na Bolsa de Valores no pregão de hoje.

Hapvida (HAPV3) e Intermédica (GNDI3)

Às 10h42, as gigantes recuavam 2,69% (Hapvida) e 4,38% (Notre Dame Intermédica), mas as Companhias seguem no radar corporativo. De acordo com o fato relevante da Hapvida, o rumor de fusão com a rival foi confirmado.

Conforme o comunicado, os acionistas da Hapvida responderiam por 53,1% da empresa, ao passo que os da Intermédia ficariam com o restante, ou seja, 46,9%.

Na análise do Bradesco BBI, o acordo é positivo para os dois lados. Nesse sentido, destaca-se, por exemplo, a diluição das despesas administrativas. Desse modo, a alavancagem operacional deve melhorar.

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Outro aspecto positivo é a criação de um plano de saúde de cobertura nacional, assim como uma oferta de produtos ainda mais diversificada.

Na esteira da perspectiva sobre a Hapvida e a Intermédica, um levantamento da consultoria PwC Brasil mostrou que o total de fusões e aquisições renovou recorde no Brasil.

Foram 909 transações entre janeiro e novembro do ano passado, alta de 42% em relação aos negócios fechados pela média do mesmo período dos últimos cinco anos (638 transações).

Ultrapar (UGPA3)

Em segundo lugar, os papéis da Ultrapar (UGPA3) repercutem o ataque hacker que levou a empresa a operar em regime de contingência.

Assim sendo, a companhia interrompeu alguns sistemas “preventivamente”, fato que afetou “parcialmente” as operações de suas subsidiárias. Não foi dito, no entanto, se houve roubo de quaisquer informações ou dados sensíveis.

“A Ultrapar está avaliando a extensão desse incidente e atuando para mitigar seus efeitos, empreendendo todos os esforços para normalizar suas operações, e manterá o mercado informado de qualquer informação relevante relacionada a este evento”, diz o comunicado. Os papéis UGPA3 recuavam 0,67% às 10h55.

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Radar corporativo da B3 (B3SA3)

Um estudo do J.P. Morgan indicou que a B3 (B3SA3) é a empresa do setor financeiro com maior remuneração para executivos. Os dados levados em consideração para a análise compreendem os anos de 2015 a 2019  (mais recente disponível) e 14 empresas do segmento.

Só para exemplificar, os membros da diretoria da B3 receberam, em média, R$ 19 milhões apenas em 2019. Em segundo lugar, os executivos do Itaú receberam R$ 17 milhões, seguidos do IRB e Santander Brasil, empatados com R$ 8 milhões.

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Em contrapartida, quando analisados os pagamentos individuais, o presidente do Itaú lidera o ranking de 2019, com R$ 52,1 milhões. Posteriormente, o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, recebeu R$ 51,3 milhões, ao passo que o terceiro mais bem pago foi o presidente do Santander, Sérgio Rial, com R$ 45,3 milhões.

Na outra ponta, o menor salário do ano retrasado foi do presidente do Banrisul, Claudio Coutinho, com R$ 900 mil. Às 11h15, as ações da B3SA3 valorizavam 0,25%, a R$ 60,23.

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