Agronegócio

Projeto Grão Certo promete inovar em tecnologia de classificação de grãos

Por Fast Trade
16 julho 2021 - 15:09 | Atualizado em 16 julho 2021 - 16:17
soja brasileira; agronegócio
Foto: Federação das Industrias do Estado do Paraná.

O projeto Grão Certo, desenvolvido pelo Genesis Group em parceria com a startup paulista MVisia, promete inovar em tecnologia de classificação de grãos.

Utilizando a inteligência artificial na inspeção e classificação dos grãos, a parceria pretende automatizar o processo, fornecendo transparência na avaliação de até 60 milhões de toneladas nos próximos três anos.

De acordo com o CEO da Genesis, Nelson Bechara, o objetivo da tecnologia é reduzir a subjetividade no trabalho de inspeção. Isto porque, haverá padronização nas avaliações de umidade e defeitos dos grãos, o que vai gerar maior assertividade na seleção.

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Acima de tudo, as discrepâncias que ocorrem na produção geram impactos negativos na remuneração do produtor rural e, não raras vezes, resultam em disputas judiciais entre agricultores e tradings.

Por isso, a tecnologia utilizada na classificação dos grãos foi desenvolvida para “pensar” sobre parâmetros de qualidade e diferenciar os produtos.

“Coletamos mais de 200 mil amostras no Brasil inteiro para criar esse banco de dados. Ela [a inteligência artificial] vai olhar o grão na bandeja, comparar com as informações e produzir um relatório” – explicou Bechara.

Pioneirismo do Grupo Genesis

O Grupo Genesis detém entre 55% e 60% de participação no mercado de rastreabilidade de inspeções de grãos na fazenda onde está sendo realizado o experimento. Desse modo, a companhia estima que, já no primeiro ano de funcionamento, o projeto Grão Certo pode alcançar 5 a 10 milhões de toneladas de grãos.

“Estamos discutindo com um dos clientes e só ele trabalha com 10 milhões de toneladas. Se inspecionarmos 100% do que ele compra, já batemos este número. E projetamos chegar a 60 milhões de toneladas em três anos” – disse o executivo.

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Por fim, a empresa anunciou uma nova solução portátil chamada Nira, que possui tecnologia de infravermelho com verificação de teor de óleo, proteína e umidade.

“Hoje, o produtor tem todo o trabalho de deslocar a amostra até o laboratório, que desenvolve a análise. Estamos trazendo um equipamento do tamanho de um tablet, para que informação seja dada na origem” – afirmou Bechara.

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