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Projeções para o PIB caem pela 7ª semana seguida à 1,95%

Por Eloiza Amaral
15 abril 2019 - 10:45

Em mais uma semana, o boletim Focus, divulgado nesta segunda feira (15) pelo Banco Central, reduziu as estimativas de crescimento do PIB em 2019 de 1,97% para 1,95%. Este resultado é o sétimo recuo consecutivo.

No início do ano, os especialistas de mercado estavam otimistas em relação ao desempenho da economia, com expectativa de aumento de 2,53%. No começo de março, no entanto, o cenário começou a mudar e, para se ter uma ideia, as estimativas foram reduzidas para 2,28%. A partir daí os números vem caindo semanalmente.

Através do primeiro relatório Bimestral de Receitas e Despesas para este ano, o Ministério da Economia também já havia diminuído os índices de melhora econômica para 2,2%. Este relatório é utilizado pelo governo para atualizar projeções para indicadores fiscais e macroeconômicos

A política no Brasil é um dos motivos que influencia o movimento, sobretudo o começo de governo bastante turbulento de Jair Bolsonaro, marcado por alguns deslizes e dificuldades para encabeçar a reforma da Previdência. O ápice da crise aconteceu quando o presidente discutiu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, peça fundamental para a tramitação da PEC.

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IPCA

Para a inflação, o BC acredita que o avanço não será mais de 3,9%, mas sim de 4,6%. No entanto, a meta para 2020 se manteve em 4%. A meta será oficialmente cumprida nos próximos anos se o indicador oscilar entre 1,5% para mais ou para menos no período.

Na última semana, segundo o IBGE, o índice IPCA acelerou 0,75% em março, ante consenso de 0,61%, a pior leitura mensal desde junho do ano passado e em quatro anos para um mês de março.

 

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Taxa Selic

Para 2019, as estimativas para a Selic se mantiveram em 6,5%. O mercado também seguiu a expectativa para o índice em 2020 de 7,5%. A Selic serve como base de referência aos demais índices de juros econômicos, e é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional diariamente. Quando aumentada, tem por objetivo conter a demanda aquecida, causando reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.


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