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Programa Verde e Amarelo; indicadores; mercado de IPOs; Copom e outros destaques

Por Bruna Santos
05 fevereiro 2020 - 09:53
1º pregão do ano

comissão mista da Medida Provisória 905/19, que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, programa quatro audiências públicas.

Esses encontros acontecerão nos dias 5, 6, 12 e 13 de fevereiro conforme o plano de trabalho aprovado na véspera.

Desse modo, o relatório do deputado Christino Aureo (PP-RJ) poderá ser apresentado no dia 19 de fevereiro, o que possibilitaria aos parlamentares a análise do texto na semana do Carnaval.

Se o prazo for mantido, o relatório pode ser discutido e votado no começo de março.

Entre os destaques corporativos está a recente publicação da Copel (CPLE6) que revelou um salto na venda de energia elétrica.

Seu relatório mostra um crescimento de 10,8% no quarto trimestre de 2019 frente ao mesmo período de 2018.

No período, foram comercializados 12.551 gigawatts por hora de acordo com a empresa. Confira o documento na íntegra aqui.

O investidor se volta para a divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros do país, a Selic, após o fechamento dos mercados.

Confira a seguir mais novidades para você, investidor, operar nesta quarta-feira (5).

Dados de serviços na China, Estados Unidos e Brasil, resultados corporativos e mais novidades

O índice de gerentes de compras de serviços da China recuou de 52,5 em dezembro para 51,8 em janeiro.

Com isso, o PMI local, na sigla em inglês, bateu a marca do menor nível em três meses, de acordo com a pesquisa publicada pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media.

Assim também, o PMI composto chinês contraiu de 52,6 em dezembro para 51,9 em janeiro.

O índice que abrange serviços e o setor industrial, chegou ao menor patamar em quatro meses.

Apesar das quedas, as Bolsas asiáticas fecharam em alta diante das iniciativas do governo para controlar o coronavírus como, por exemplo, a injeção de US$ 242 bilhões pelo Banco Central local em liquidez no sistema bancário por meio de operações de recompra reversa.

No Brasil, poucos indicadores em dia de Copom. Ontem, contudo, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) informou que as vendas do setor aumentaram 7,5% em dezembro passado na comparação anual com 2018.

Estão previstos ainda para hoje os resultados do Banco Inter (BIDI3/BIDI4/BIDI11), do Banco Pan (BPAN4) e da BR Properties (BRPR3).

Além disso, a FGV deve divulgar o IPC-C1 e a Markit o índice de compras do setor de serviços (janeiro).

Nos EUA, o principal destaque fica com os índices de atividade do setor de serviços, com números referentes a janeiro.

Outro dado significativo é a balança comercial de dezembro, publicada pelo governo e os números do mercado de trabalho americano.

A ADP mostra sua pesquisa de emprego do setor privado dos EUA de janeiro e na União Europeia, o Eurostat publicará as vendas do varejo em dezembro.

BC pode cortar Selic para 4,25% nesta quarta-feira

Após ter inaugurado ontem primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidirá sobre a Selic.

No último encontro, encerrado em 11 de dezembro de 2019, a instituição reduziu a Selic de 5% para 4,5% a.a..

Três economistas-chefes dos principais bancos do Brasil projetaram que o Copom deve derrubar a taxa em mais 0,25 ponto percentual.

Se as especulações de Fernando Honorato, do Bradesco, Felipe Tâmega, do Itaú Asset e da ex-secretária do Tesouro do governo Temer e atual economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi se concretizarem, os juros básicos vão renovar mais uma vez seu piso histórico, a 4,25%.

Embora a maior parte do mercado espere a sinalização da instituição monetária para o fim do ciclo de cortes da Selic, o futuro é mais incerto daqui para frente, ainda que os juros básicos permaneçam estáveis ao longo de 2020.

Assim também, a projeção é dos economistas-chefes que representaram em entrevista ao Estado um grupo formado por 25 integrantes ligados à Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima).

Como de praxe, esses especialistas se reuniram uma semana antes do Copom para avaliar o cenário econômico e realizar projeções.

Segundo eles, o consenso entre a classe de economistas-chefes é que os juros não devem subir ao longo de 2020.

A especulação se baseia na inflação oficial abaixo do centro da meta de 4% ao ano estipulada pelo Banco Central.

Outra projeção concedida em entrevista é que o índice de preços deve findar o ano na casa dos 3,5%.

Desse modo, o resultado ficaria abaixo da meta da inflação estipulada pelo BC, de 4% ao ano.

Essas projeções serão confirmadas (ou não) após a divulgação do resultado definido pelo comitê, previsto para após as 18h.

Mercado de IPOs: Mitre e Locaweb no topo da faixa; estudo prevê alta no Brasil em 2020

O mercado de IPOs (as ofertas iniciais de ações por parte de empresas em Bolsas de Valores) começou 2020 aquecido.

Ontem (4), duas empresas precificaram suas ações no topo da faixaMitre, a R$ 19,30 e Locaweb a R$ 17,25.

Assim, as companhias poderão movimentar, juntas, aproximadamente R$ 2,4 bilhões, isto é, o equivalente a R$ 1,2 bilhão para cada.

Ambas as operações revelam que o mercado de IPOs, bem como a renda variável geral, está sendo abraçada pelos investidores.

Com a projeção de queda da Selic nesta quarta-feira (5), os investimentos podem subir em 2020.

De acordo com o Valor Investe, as operações globais de IPOs contraíram 20% em 2019.

Um estudo realizado pela firma multinacional de advocacia Baker Mckenzie, divulgado no Brasil em parceria com o escritório Trench Rossi Watanabe, aponta que a queda refletiu o aumento nas tensões geopolíticas que, consequentemente, ampliou a volatilidade dos ativos de risco.

No mundo, os IPOs de 2018 (cerca de 1.500) foram reduzidos a 1.243 IPOs no ano passado.

Assim também, as operações de IPO na América Latina contraíram 33%. Em contrapartida, o Brasil viu as operações saltaram 66%.

No mundo, o volume dessas transações no mercado de IPOs caiu 8% na comparação anual, para US$ 231,7 bilhões.

Por outro lado, o volume movimentado por ofertas iniciais de ações no Brasil cresceu 51,7%, de R$ 6,751 bilhões em 2018 para R$ 10,243 bilhões em 2019, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a Anbima.

Para 2020, a aposta da Baker McKenzie é por mais numerosas e vultosas operações em todo o mundo. Por aqui, o advogado Daniel Facó, sócio e líder da área transacional do Trench Rossi Watanabe, enxerga melhora no cenário graças ao que denomina de “remissão de incertezas”.

Bradesco: lucro salta 14% e contabiliza R$ 6,645 bilhões no 4º tri

O Banco Bradesco (BBDC3/BBDC4) publicou há pouco seu press release do 4T19 e reportou salto de 14% em seu lucro.

De acordo com a publicação, a instituição financeira contabilizou um lucro recorrente de R$ 6,645 bilhões para o período.

Esse saldo ficou pouco abaixo da previsão de analistas ouvidos pelo Valor, que previam lucro recorrente de R$ 6,652 bilhões.

O lucro contábil foi de R$ 4,883 bilhões, mostrando queda de 3,9% na comparação com o mesmo trimestre de 2018.

No acumulado de 2019, o Bradesco lucrou R$ 25,887 bilhões, representando um avanço de 20%.

A margem financeira total da instituição bateu a marca dos R$ 15,428 bilhões entre os meses de outubro e dezembro.

O saldo revela alta de 4,4% na comparação com o trimestre anterior, assim como expansão de 4,4% frente ao 4T18.

A carteira de crédito expandida do Banco Bradesco avançou 4,6% no trimestre e 13,8% no ano, a R$ 604,953 bilhões.

Além disso, suas despesas com provisões para perdas no crédito (PDD), o que inclui as baixas contábeis de títulos financeiros, chegaram a R$ 3,981 bilhões.

Para totalizar o saldo, o índice subiu 5,2% na comparação com o 4T18 e +19,3% em relação ao 3T19.

Outro dado ressaltado pelo resultado corporativo do Bradesco foi a queda na inadimplência, de 3,6% (3T19) para 3,3% no 4T19.

No quarto trimestre do ano anterior, o Bradesco tinha contabilizado uma inadimplência de 3,5%.

As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 8,829 bilhões no quarto trimestre (+4,7% ante igual período do ano anterior).

Por fim, o resultado das operações de seguros, previdência e capitalização contabilizou R$ 3,900 bilhões de outubro a dezembro.

O resultado equivale a um salto de 10,1% na comparação anual com o quarto trimestre de 2018.

Confira o balanço financeiro do Bradesco na íntegra clicando aqui.

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