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Produção inovadora e cara de medicamentos começa a afetar o abastecimento do Brasil

Por Eloiza Amaral
03 maio 2019 - 14:28
RADL3

Os efeitos do quase abando da produção de genéricos para a migração global de produção de remédios caros e inovadores, por parte da indústria farmacêutica, tem começado a aparecer no Brasil.

Por este motivo, segundo o jornal Valor Econômico, representantes do governo e da indústria iniciaram conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afim de conseguir financiamento da instituição para a ampliação da produção de medicamentos baratos, através da fabricação em larga escala.

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, afirma que a medida é importante, e que a “a saúde do brasileiro é prioridade da instituição”.

Duas grandes produtoras de remédios já anunciaram que irão para suas operações em terras brasileiras. A americana Eli Lilly e a suíça Roche deixarão o país por conta, principalmente, da nova tendência mundial para o setor e o fim da política de concessão de subsídios fartos que era instaurada aqui.

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O ponto do problema

O debate ronda em torno da falta de medicamentos que são baratos e tem amplo alcance no mundo, como a penincilina, e os altos preços cobrados por drogas caríssimas e necessárias, como remédios para doenças raras e o câncer.

Para o governo brasileiro, por exemplo, uma ampola de Spinraza, único tratamento para a Atrofia Muscular Espinhal (AME), doença genética que paralisa bebês, custa cerca de R$ 218 mil. O tratamento requer seis doses no primeiro ano e três doses anuais pelo resto da vida do paciente, e é evidente que só os governos conseguem arcar com um preço assim.

A Organização das Nações Unidas (ONU), promoveu eventos na Holanda e na África do Sul para conscientizar entidades em relação aos preços cobradas pela indústria farmacêutica.

O valor justo para a ONU seria aquele que pudesse ser acessível aos sistemas de saúde e para os pacientes, sem deixar de lados os incentivos de mercado suficientes para a indústria investir em inovação e produção.


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