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Produção industrial avança 0,3% em abril, mas acumula perda de 2,7% em 2019, diz IBGE

Por Eloiza Amaral
04 junho 2019 - 10:29
Atividade industrial nos EUA registra nível mais baixo em quase dez anos; indústria

A produção industrial no Brasil avançou 0,3% em abril e recuperou as perdas de março, que chegaram a 1,4%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça feira (4).

No entanto, mesmo com estes números, o índice acumula queda de 2,7% em 2019, ante o ano anterior, e o setor industrial ainda se encontra 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Na comparação com abril de 2018 (série sem ajuste sazonal), a indústria caiu 3,9%, após também registrar queda no mês anterior (-6,2%).  Além disso, o valor é o pior observado desde abril de 2017, quando o a indústria teve alta de 0,2% ante março e queda de 4,5% ante o mesmo mês do ano anterior

20 dos 26 ramos pesquisados se destacaram

Na passagem de março para abril de 2019, três das quatro grandes categorias econômicas e 20 dos 26 ramos pesquisados mostraram expansão na produção. Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (+7,1%), máquinas e equipamentos (+8,3%), outros produtos químicos (+5,2%) e produtos alimentícios (+1,5%), com todos revertendo o comportamento negativo observado em março.

Por outro lado, entre os seis ramos que reduziram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi registrado por indústrias extrativas, que recuou 9,7%, marcando o quarto resultado negativo consecutivo e acumulando nos quatro primeiros meses do ano redução de 25,7%.

Economia estagnada

Para analistas, este resultado indica uma estagnação na economia, pois a mediana das estimativas de 21 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data apontava que o crescimento da produção seria de pelo menos 0,7% entre março e abril.

Os principais pontos que contribuíram para a diminuição do índice foram a queda 6,3% da indústria extrativa, em decorrência do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho; a desaceleração do comércio global, que sofre com as incertezas das tensões entre os EUA e outras potências; e a crise econômica na Argentina.


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