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Privatização coloca Brasil na 4ª posição entre os principais destinos de investimentos globais

Por Bruna Santos
21 janeiro 2020 - 10:28

Amparado pelo programa de privatização defendido pelo governo federal, o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, China e Cingapura no ranking dos principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo em 2019.

De acordo com o relatório divulgado na véspera (20) pela Confederação das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o país registrou aumento de 26% e, com isso, subiu da sexta para a quarta posição.

Para chegar a essa posição, o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos (2019), contra US$ 60 bilhões (2018).

Ocupando as três primeiras posições no ranking: EUA (US$ 251 bilhões); China (US$ 140 bilhões) e Cingapura (US$ 110 bilhões).

Em sua página pessoal no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro celebrou os US$ 75 bilhões que chegaram ao Brasil, equivalentes a mais da metade dos US$ 119 bilhões que a América do Sul recebeu no ano passado. “A confiança de volta ao Brasil”, escreveu ele.

Foi o próprio relatório que atribuiu parte da alta dos investimentos externos ao Brasil ao programa de privatização.

Nesse sentido, as vendas foram concentradas em subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

O levantamento que reforçou o lançamento do programa em julho de 2019 “como parte dos esforços da administração para acelerar a economia”, ressalta que a primeira privatização envolveu uma companhia de distribuição de gásTransportadora Associada de Gás (TAG) – adquirida por um consórcio de investidores liderado pela francesa Engie (EGIE3) por, aproximadamente, US$ 8,7 bilhões.

Para 2020, o Brasil deve continuar a receber investimentos externos em razão da continuidade do programa de privatizações.

“A privatização de grandes companhias como a Eletrobras (ELET3; ELET5; ELET6), a maior empresa elétrica da América Latina, e da Telebras devem provavelmente atrair muito mais investimentos estrangeiros diretos”, acrescenta o documento.


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