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Primeira queda? Ministro de Bolsonaro pode sair por corrupção

Por TradersClub
14 fevereiro 2019 - 10:44

Segundo o site Antagonista, o ministro e secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, entrou na madrugada de hoje praticamente decidido a pedir demissão do cargo, em meio à confusão por um possível escândalo de corrupção. Será que a saída de um ministro próximo ao Congresso pode ter algum reflexo na aprovação da reforma da Previdência?

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A informação, publicada no site O Antagonista desta quinta-feira, disse que, a interlocutores, Bebianno teria afirmado que deverá deixar o cargo: “Dignidade não tem preço”.

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A possível saída de Bebianno se deve a uma série de reportagens mostrando um elo entre ele e um esquema dentro do partido do presidente Bolsonaro, o PSL, para o repasse de recursos de dinheiro público das campanhas para candidatos “laranjas”. O estopim foi uma entrevista do ministro ao jornal O Globo em que disse ter falado três vezes com Bolsonaro sobre o tema. O filho de Bolsonaro, Carlos, chamou Bebianno de mentiroso e publicou em seu Twitter um áudio no qual o presidente disse ao ministro que não tem como conversar devido a seu estado de saúde.

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O analista político e contribuidor TC Leopoldo Vieira tinha escrito uma análise exclusiva para a comunidade TC na terça-feira, prevendo o fato: “O primeiro ministro a cair do governo Jair Bolsonaro, eleito sob força da operação Lava-Jato, pode ser por corrupção”, disse. Ontem o próprio presidente Bolsonaro, em entrevista ao Jornal da Record, disse que Bebianno terá que “voltar às suas origens”, se forem constatadas quaisquer irregularidades.

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A queda de Bebianno dá uma força extra dentro do governo aos setores alinhados com o populismo radical de direita – melhor exemplo são os filhos de Bolsonaro – e, por outro lado, aos militares mais moderados que não comungam com as ideias dos Bolsonaro juniores. Para Vieira, a saída do ministro pouco alteraria em relação ao liberalismo na economia e o incidente pode ser até bom para a Previdência, por demonstrar a pouca tolerância de Bolsonaro com a corrupção. Mas a aprovação do projeto pode demorar mais um pouco até Congresso e Executivo retomarem o caminho da comunicação fluída, disse.

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QUEM É BEBIANNO?

Bebianno foi advogado do PSL, substituto eventual de Luciano Bivar na presidência da legenda e coordenador da campanha de Bolsonaro. Deve ter como parceiro de desgraça política o próprio Bivar, fundador e presidente do partido bolsonarista e deputado federal por Pernambuco. Os dois se enrolaram com a Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar repasses suspeitos de valores robustos para candidaturas pequenas, justificados com gráficas de funcionamento duvidoso ou da propriedade de outros assessores presidenciais.

Bivar e Bebianno são os últimos resquícios da “velha política” no bolsonarismo; “Bivar é do ‘ramo’ da negociação de tempo de rádio e TV, favorável a entendimentos com o sistema político,” disse Vieira. Já Bebianno, ao que tudo indica preposto de Bivar, é o melhor e principal interlocutor do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no governo.

Agora, Maia será obrigado a tratar com o ministro-chefe da Casa Civil e desafeto, Onyx Lorenzoni, se quiser manter um canal com Bolsonaro.

Dono daquele jeito, Lorenzoni comparou as disputas internas que podem levar à queda de Bebianno como às que podem ocorrer em equipes de futebol. “Ajustes nas relações são normais. Nós temos 40 dias de governo. O presidente, desses 40 dias, ficou quase 20 hospitalizado. Tem que ter paciência. A gente tem que ir com calma. O ministro Bebianno é uma pessoa dedicada ao projeto, um homem sério, responsável, correto.”


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