Mercados

Preços do petróleo recuam com dados econômicos fracos nos EUA

Por Fast Trade
30 julho 2020 - 17:12 | Atualizado em 30 julho 2020 - 17:56

Indicadores macroeconômicos e balanços corporativos do segundo trimestre derrubaram os preços do petróleo no pregão desta quinta-feira (30), revertendo o saldo positivo da véspera

Vale destacar também o fortalecimento das incertezas quando a recuperação da demanda, conforme mais partes do mundo reportam novos casos de coronavírus.

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Primeiramente, o WTI para setembro despencou 3,27%, corrigindo o salto da véspera de 0,56%, o que o fez perder o patamar dos US$ 40/barril. Essa foi a primeira vez em três semanas que a referência fechou cotada abaixo do patamar, a US$ 39,92 na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Assim também, o Brent para o mesmo mês recuou 1,85%, corrigindo o salto de 1,22% apurado na véspera, cotado a US$ 43,25/barril em Londres (ICE).

Na esteira das preocupações sobre a recuperação, o dado do PIB referente ao segundo trimestre dos Estados Unidos indicou uma queda de 32,9% na atividade.

O dado preliminar divulgado pelo Departamento de Comércio norte-americano é preliminar, mas sugere a maior queda desde a Grande Depressão de 1929.

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Além disso, os números relacionados ao seguro-desemprego mostraram 1,434 milhão de novos pedidos na semana, acima dos 1,422 milhão da semana passada.

Nesse contexto, o analista da Oanda, Jeffrey Halley, destacou que os mercados podem estar precificando um maior risco de desaceleração econômica por causa da Covid-19.

“Também pode ser que a demanda física já tenha começado a atingir o pico”, disse em nota.

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Ademais, o PIB alemão contraiu 10,1% no segundo trimestre e impactou as cotações na Europa, atrelado a balanços de empresas que decepcionaram o mercado financeiro.

“Atualmente, vemos maiores chances de queda nos preços do petróleo do que chances de alta”, afirma o analista Eugen Weinberg, do Commerzbank.

Iraque eleva exportação da commodity e pressiona preços do petróleo

O Iraque segue abaixo do cumprimento para os cortes voluntários da produção da commodity e pressiona os preços do petróleo. De acordo com os dados do Refinitiv Eikon, as exportações do Iraque aumentaram consideravelmente no mês de julho.

Até o último dia 29, exportações de Basra e de outros terminais do sul do país teriam atingido uma média de 2,75 milhões de barris por dia, isto é, um salto de 50.000 bpd ante o número oficial de junho.

Se confirmado , o resultado irá manter o país abaixo de sua meta de corte de produção de 1,06 milhão de bpd, segundo a Opep+.

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