Mercados

Preços do petróleo fecham em alta mais uma vez

Por Bruna Santos
21 maio 2020 - 17:23 | Atualizado em 21 maio 2020 - 18:04
reunião da Opep+

As perspectivas sobre a reabertura da economia em países desenvolvidos e a retomada gradual na demanda contribuíram para que os preços do petróleo fechassem positivos.

Na sessão, os contratos para julho negociados em Nova York (West Texas Intermediate, a referência americana) valorizaram 1,28%, cotados a US$ 33,92/barril.

Assim também, os barris para a mesma data do Brent (referência global), negociados em Londres, avançaram o equivalente a 0,86%, a US$ 36,06/barril.

O resultado foi uma extensão ao rali da véspera (20), data em que o Departamento de Energia dos Estados Unidos afirmou que os estoques do maior produtor de petróleo do mundo diminuíram para 526,494 milhões de barris na semana passada.  O movimento sugere um forte início para o cumprimento do acordo para cortes de oferta implementados pela Opep+, que passou a vigorar em maio.

Um grupo de países produtores liderados pela Arábia Saudita também prometeu novos cortes a partir de junho. Além disso, fontes indicam que a Opep+ pode manter o atual nível de redução de oferta mesmo após junho, conforme previsto no atual acordo.

“A oferta global tem sido contida até certo ponto”, disse a analista da Rystad Energy, Paola Rodriguez Masiu. Segundo ela, o mercado está trilhando um “caminho mais claro para uma recuperação gradual agora”.

Os preços do petróleo despencaram em 2020

Em abril, o WTI fechou negativo pela primeira vez na história e recuou -305,97% (US$-37,63 o barril), em meio ao colapso na demanda.

Com o início da flexibilidade da quarentena e do isolamento social em diversos países, a demanda pelo combustível vem crescendo, atrelado a mais sinais de que o excesso de oferta está sendo controlado. Desde então, o WTI vem se recuperando

De acordo com o analista da Oanda, Craig Erlam, não há razão para que os preços do petróleo não possam continuar subindo, baseado no nível de cortes de produção neste momento e as perspectivas econômicas melhoradas. Em contrapartida, ele acena para que o crescimento possa perder a força em breve, devido ao tamanho da recuperação já vista.

“O próximo grande teste acima de US$ 35, é o valor do barril chegar a US$ 37,50 e, em seguida, a US$ 40”, disse, em nota.

“Os fechamentos de petróleo podem estar no auge agora nos EUA”, disse o presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, em entrevista à Bloomberg.


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