Mercados

Preços do petróleo caem para o menor nível desde o início de agosto

Por Fast Trade
03 setembro 2020 - 17:26 | Atualizado em 03 setembro 2020 - 17:55
Opep reduz previsão da demanda mundial de petróleo em 2019 devido tensões

Os preços do petróleo recuaram ao seu menor nível desde o início de agosto, pressionados pelos receios em torno da recuperação econômica norte-americana após a pandemia.

Além dos dados do desemprego nos Estados Unidos que alimentaram os temores, há receios de que a demanda pela commodity se mantenha deprimida por meses.

Ontem, os contratos futuros do petróleo já haviam despencado mesmo após os dados dos estoques no país que marcaram a sexta queda semanal consecutiva.

Nesse contexto, o câmbio havia sido desfavorável, indo na contramão de alguns pregões do mês passado. Após a queda de mais de 2% na véspera, os preços do petróleo tiveram uma baixa menos acentuada, mas ainda derrubou os patamares da commodity.

Primeiramente, o futuro do petróleo tipo Brent para novembro fechou em queda de 0,81%, cotado a US$ 44,07 por barril, na ICE, em Londres. Já o WTI para outubro anotou seu quinto declínio no acumulado de seis pregões e fechou cotado a US$ 41,37/barril após a queda de 33%.

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As referências chegaram a cair mais de 2% no início do pregão e, embora tenham amenizado as perdas, ainda chegaram ao menor patamar desde agosto.

Com isso, os benchmarks acumulam perdas de aproximadamente 4% na semana e tudo indica que encerrará os primeiros dias úteis de setembro em queda.

De acordo com analistas do Commerzbank, esse recuo nos preços do petróleo representa um movimento de realização de lucros após cinco semanas de ganhos consecutivos.

Além disso, os analistas pontuaram que os estoques norte-americanos da commodity seguem 14% acima da média de cinco anos. Em contrapartida, a demanda contraiu 12% na comparação anual do verão nos Estados Unidos.

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Desemprego e os preços do petróleo

Assim como os preços do petróleo, os das ações na potência norte-americana despencaram, movimento puxado pelos investidores que vendiam suas ações de tecnologia em alta.

Outro catalisador foi a divulgação do Departamento do Trabalho sobre o número de norte-americanos entrando com novos pedidos de seguro-desemprego. Conforme a publicação de hoje, o número chegou a 881.000 ajustados sazonalmente na última semana, indicando que as reivindicações contínuas permanecem altas, embora tenham caído mais do que o esperado.

Para o analista do Price Futures Group em Chicago, Phil Flynn, “o mercado [de petróleo] falhou em reagir positivamente à queda nos estoques e então jogou a toalha no fim de semana do Dia do Trabalho”.

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