Economia

Preços ao consumidor nos EUA avançam no maior ritmo desde 2008

Por Fast Trade
10 junho 2021 - 14:50 | Atualizado em 10 junho 2021 - 15:52
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Os preços ao consumidor nos Estados Unidos avançaram 0,6% em maio, registrando o maior ritmo desde agosto de 2008. Conforme o relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Departamento do Trabalho (BLS, na sigla em inglês), nos últimos 12 meses, o índice inflacionário acumulou alta de 5%.

Esse valor é um dos maiores valores já registrados e evidencia uma evolução significativa dos níveis inflacionários do país. O relatório divulgado hoje mostrou que os aumentos ocorreram, sobretudo, pela alta do custo de voos, itens de reformas domésticas, carros novos e aluguéis.

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Inicialmente, acreditou-se que a inflação resultante do processo de recuperação da economia seria uma forma de compensação à queda do consumo durante a pandemia.

No entanto, para especialistas, a taxa de inflação dos EUA subiu inesperadamente no mês passado, reforçando o debate sobre em qual momento o Federal Reserve reduzirá os estímulos monetários.

De fato, o Banco Central americano continua mantendo a sua interpretação de que os efeitos do aumento na demanda serão temporários. Por isso, os dirigentes afirmaram que não justifica ter pressão para elevar a taxa básica de juros.

Perspectivas do mercado para a inflação nos EUA

Kathy Bostjancic, a economista-chefe da Oxford Economics para os Estados Unidos, explicou que “o robusto aumento mensal de 0,6% do CPI ajudou a impulsionar o ritmo anual para 5% em maio – uma leitura que provavelmente representará um pico na taxa anual de inflação conforme os fortes efeitos de base diminuam nos próximos meses”.

Contudo, ela afirmou que os aumentos de preços decorrentes da reabertura da economia e os atuais gargalos da cadeia de abastecimento manterão a taxa de inflação elevada e rígida, já que os desequilíbrios de oferta e demanda são resolvidos apenas gradualmente.

“Embora compartilhemos da visão do Fed de que este não é o início de uma de uma espiral inflacionária ascendente, esperamos que a inflação permaneça persistentemente acima de 2% até 2022″, a executiva argumentou.

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